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domingo, 29 de junho de 2014

James Matthew Barrie (1806 - 1937)

James Matthew Barrie (1860 – 1937)

Nasceu em 9 de maio de 1860, em Kirriemuir, Escócia; seus pais eram David Barrie e Margaret Ogilvy; gostando muito de ler historias, foi a historia “A ilha de coral” que lhe inspirou a criar a terra do nunca. Em 1866 o irmão mais velho de Barrie, David Barrie, morreu num trágico acidente enquanto patinava no gelo.
Depois de se formar em um curso universitário convencional em Edimburgo, começou a trabalhar como jornalista no Nottingham Journal; em 1885, saiu de lá e foi para Londres, trabalhar como escritor, conseguiu um considerável sucesso com os artigos “Thrums” e “Auld Lichts”. Em 1891 suas obras estavam entre as mais vendidas, e foi considerado um gênio por Robert Louis Stevenson.
Em 1894 casou-se com Mary Ansell, uma jovem atriz que tinha atuado em uma de suas peças; mas o casamento não deu certo e divorciaram-se sem ter filhos. Começou a criar cães para consolar-se do divorcio, dentre eles Barrie tinha um carrinho diferenciado por um são bernardo (que pode ter sido a inspiração para naná); levava-o para passear no parque Kensington; entre seus passeios conhece George, filho caçula de Arthur e Sylvia Llewellyn Davies.
Tornando-se amigo da família Llewellyn Davies, foi George quem lhe deu a inspiração para criar o personagem “Peter Pan”. Em 1902 Peter Pan aparece pela primeira vez no livro “O pequeno pássaro”, em novembro de 1903, Barrie começou a escrever a peça “Peter Pan”, que estreou no mês seguinte sendo um sucesso imediato. Depois adaptou a peça para livro com o titulo “Peter Pan e Wendy”.
Em 1909, Arthur Llewellyn Davies morre de câncer, e dois anos depois Sylvia morre da mesma doença; e Barrie adota seus cinco filhos.
Depois de Peter Pan, Barrie produziu peças para adulto que receberam considerável aclamação. No dia 13 de abril de 1929, divulgou-se a noticia de que Barrie havia doado todos os direitos de Peter Pan ao hospital infantil Great Ormond Street; pouco tempo depois dessa doação foi eleito vice-presidente do hospital.
Barrie continuou trabalhando até morrer em 1937.
Em 1987, cinquenta anos após a morte de Barrie, os direitos autorais que o hospital tinha sobre Peter Pan expiraram, Conforme determinava a lei britânica; mas o Parlamento aprovou uma emenda especial à nova lei de direitos autorais de 1988, estendendo o beneficio do hospital durante toda a sua existência.
James Matthew Barrie mais novo 

Nota: no filme “Em busca da terra do nunca” sugere que Barrie já teve a Síndrome de Peter Pan, na cena do dia da estreia da peça, depois que a peça termina um senhor aponta para George e pergunta:
- então este é o Peter Pan?
George responde:
- não!
Aponta para Barrie e diz:
- este é o Peter Pan!
Numa cena de dialogo entre Barrie e Sylvia, onde Barrie conta sobre a morte do seu irmão, sugere que este foi o acontecimento que deu inicio a síndrome de Peter Pan em Barrie.
Nota2: no livro “A síndrome de Peter Pan” de Dan Kiley, dá a entender que foi Barrie quem descobriu a síndrome, pois no livro tem exemplos com cenas e diálogos da historia.
 
Capa do livro a Síndrome de Peter Pan




segunda-feira, 28 de março de 2011

O ballet depois do Ballet Russo

O ballet depois do Ballet Russo
  Com a morte de Diaghileff e de Anna pavlova (dois maiores nomes do ballet), o ballet parecia ter morrido para o mundo em geral; alguns artistas tentaram a sorte, trabalhando por conta própria.
Três companhias foram formadas:
·        Ballet Russo de Montecarlo, a cargo de LeonideMassine.
·        Ballet Theatre,em New York, sob a direção de Balanchine.
·        Original Ballet Russo, organizado por René Blum, diretor do teatro da Ópera em Montecarlo e o Coronel De Basil, emigrado russo, que possuía a maior parte dos materiais cênicos de Diaghileff.
Uma serie de companhias começaram a aparecer por todo o mundo; grandes nomes se formaram e grandes obras foram realizadas durante este período.
George Balanchine, coreógrafo de valor, criou uma serie de ballets, entre eles estão: “Reminiscence”, “Orpheus”, “CardParty”, “Os quatro Temperamentos”, “O burguês gentil-homem”, “Tema é variações”, etc.
Lucia Chase e Richard Pleasants, em 1939 criaram o Ballet Theatre, que é talvez a companhia de maior destaque nos Estados Unidos; nessa época foram lançados artistas como: Nora Kabe, RosellaHighthower, Alícia Alonso, JonhnKriza.
Na Inglaterra, Ninette de Valois, foi fundadora do Sadler’s Wells Ballet. Os grandes nomes que surgiram na Inglaterra foram: Margot Fonteyn, BerylGrey, Robert Helpman, Pearl Argyle, Pamela Mae, Harold Turner, Michael Somes.
O coreógrafo Frederick Ashton criou para o Sadler’s Wells uma serie de ballets: “Horoscope”, “Aparições”, “The Dante Sonata”, “Les Rendez-vous”, “LesPatineurs”, “Façade”, etc.
Na França, Serge Lifar, que foi coreógrafo de Diaghileff na ultima estação, entrou para a Ópera de Paris, onde criou uma serie de ballets: “Ícaro”, “David Triunfante”, “Alexandre o Grande”, “Prometeus”, “Juan Zarissa”, “QuignoletPandore”, etc. Também em Paris, Roland Petit, que primeiro trabalhou no Ballet desChampsElysées, formou”Les Ballets de Paris”, para o qual criou “Carmem” e “Cyrano de Bergerac”, que foram verdadeiros sucessos.

A Dança Moderna

             A Dança Moderna
  A dança moderna tomou uma posição antagônica ao ballet clássico:
·        Contra o estilo floreado do ballet clássico, a nova dança procurou ter poucos movimentos simples e essenciais.
·        Contra o romantismo dos temas do ballet clássico, a dança moderna procurou um realismo psicológico.
A música perde a sua importância completamente, se tornando apenas uma acompanhante da dança; para que ela possa ser pura, sem se submeter ao tema, à música ou à pintura; os instrumentos usados são os mais variados possíveis, tanto de percussão como de sopro.
As diferenças principais entre dança moderna e dança clássica são as seguintes:

               Moderna
Clássica
Movimento predominante no dorso
Movimento predominante nas extremidades
Pé nu
Pé coberto (sapato de ponta)
Posição em endedanse endehors
Posição endehors
 Pés tem pouca importância
Pés tem muita importância
Ruptura da linha melódica
Linha melódica

 O defeito da dança moderna é de prender-se demais a moda, suas coreografias vivem apenas um ano; já o clássico atravessa os séculos com firmeza.
Ex: o ballet “Giselle”, há mais de um século é representado com sucesso.



Doris Humprey

               DorisHumprey
  Formada em Denishawn, DorisHumphrey descobriu que os movimentos espontâneos resultam de uma serie de ações e reações do musculo para manter o corpo em equilíbrio. Todo movimento pode ser considerado como um começo de salto e, quando é acompanhado de um reestabelecimento, ele se torna um movimento controlado; a posição limite, onde se dá o reestabelecimento, é o ponto critico do movimento.Para Humprey, o antagonismo, reestabelecimento-salto e imobilidade-mudança, simbolizam a antítese vida-morte: a imobilidade é uma morte por inércia, o salto é uma morte por renúncia, é nesta zona intermediaria que oscila a vida, é também aí a zona da dança, onde o movimento é equilibrado; o movimento da dança é o efeito destas duas tendências; o “ponto crítico” – um equilíbrio instável entre esses esforços contrários se balançam.
De um modo geral, as obras de Humprey refletem uma preocupação pelos dramas sociais, outras pelo folclore, outras pela composição do ponto de vista musical, e outras o caráter dramático do movimento.

domingo, 20 de março de 2011

Nijinsky

             Nijinsky
  Vaslav Nijinsky nasceu 1890, filho de Eleonora Nijinsky, bailarina, e de Thomas Nijinsky, bailarino; teve dois irmãos: Stanislav e Bronislava. A sua irmã (Bronislava), também se tornou uma famosa bailarina e coreógrafa.
Nijinsky fez o exame na Escola Imperial, aos 8 anos, e passou, mas só se tronou aluno aos 10 anos, por causa da idade. Aos 17 anos entrou no corpo de baile no teatro Marynsky, e imediatamente obteve um grande êxito.
Em 1911, Nijinsky rompeu com o teatro Marynsky, e foi trabalhar com seu amigo Diaghileff, que tinha formado uma companhia própria com Nijinsky e outros artistas do Marynsky, que saíram junto com ele.
Em 1912 o Ballet Russo sofre uma espécie de ocidentalização, e transforma-se num ballet internacional; é também nesse período que Nijinsky torna-se um coreógrafo, estreando com “L’après midi d’un faune”, com música de Debussy e com decoração de Leon Baksta, inspirado num poema de Mallarme, é um ballet impressionista.
   L’après midi d’um faune
Nijinsky tenta contar nesse pequeno ballet o despertar dos instintos sexuais e emotivos, e a sua reação. O modo como foi apresentado, os passos usados, trouxe uma reação espantosa no mundo artístico; formaram-se dois grupos: os primeiros combatiam a indecência, a falta de moral; e os segundos, defendiam em nome da beleza e da arte.
O tema é o seguinte: um fauno descansa, passam algumas ninfas e o fauno corre atrás delas, que fogem. Uma volta timidamente, mas mudando de vontade retorna. O fauno persegue-a por alguns momentos, e depois volta a sua posição primitiva.
Nijinsky introduziu neste ballet uma nova técnica:
a)     Qualquer movimento tem sua razão de ser, desde que ligue a idéia criadora, sustentado, entretanto, por uma técnica definida.
b)     Serve-se da imobilidade, de momentos de silêncio
c)     Usam a linha reta, os gestos angulosos
d)    O drama tem um papel secundário; a dança é que explica o drama
Nijinsky procurou as posições típicas dos baixos-relevos gregos, afim de o tema e a coreografia estarem de acordo; pela música de Debussy ser demasiada suave para os gestos angulosos usados por Nijinsky, ela fica em desacordo.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Martha Graham

           Martha Graham
  Martha Graham foi uma das alunas mais talentosas de Denishawn, mais resolveu formar o sue próprio método de ensinar e a sua própria companhia, por ter se revoltado contra a técnica usada na escola. Os temas por ela preferidos, as roupas usadas, etc., tudo chocava os admiradores de Denishawn, acostumado com o estilo fluídico e ligeiro deste, ou com a arte arredondada e delicada do ballet clássico. A sua arte pode ser chamada de “drama interior”, pois sua dança reflete o que se passam no interior da personagem que representa, seus gestos são sempre ditados por uma idéia dramática, mesmo quando parada apresenta uma tensão interior.
O ritmo da dança não segue o ritmo musical; a música tem o papel apenas de mero acompanhamento. Martha Graham estudou a natureza humana, a anatomia, para conseguir o efeito desejado, que eram que os movimentos de dança precedam do centro do corpo para a periferia: a coluna vertebral, fechada com o cotovelo direito, juntamente com as pernas fechadas e o abdômen para dentro, dá a impressão de um estado de dinamismo interno, um circulo vital fecha todo o corpo. Estes movimentos são contrários ao clássico, que se baseia na sucessão melódica.
    Algumas obras
Fragilidade: que denuncia as fraquezas da mulher romântica.
Adolescência: retrato da idade difícil.
Deep Song: sobre a revolução espanhola.  
Letter to the World: com poemas de Emily Dickinson e cenas de sua vida, etc.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Características da Dança Moderna

Características da Dança Moderna
  No inicio do século surgiu um movimentos contra a limitação causada pela dança acadêmica, contra o rigorismo da escola clássica. O artista não deveria ficar preso a normas, mas sim seguir seus próprios instintos.
O primeiro passo foi de Isadora Duncan que aboliu o sapato de ponta, em conseqüência disso, o pé nú trouxe uma mudança no centro do equilíbrio, inicia-se uma nova linguagem corporal: o papel quase exclusivo das pernas e braços dos clássicos é substituído pela linguagem do corpo inteiro; formou-se, então, uma dança plástio-rítmica.
O grande impulso da dança moderna foi dado por: Duncan, Maude Allan, Lois Fuller e Denishawn, todos americanos. A dança moderna se inicia mesmo só depois da guerra de 14; muitos chamavam a dança moderna de expressionista, ela teve grande desenvolvimento na Alemanha e posteriormente nos Estados Unidos.
Rudolf Von Laban, nascido na Hungria, inventou um novo sistema de dança moderna, chamada Eukinétika (quer dizer belos movimentos em grego).
Tendo viajado muito, estudou principalmente as danças balcânias, e chegou à conclusão de que todo o movimento pode ser de expansão ou de retração; ou seja, para fora ou para dentro, de inspiração, centrífuga ou centrípeta, assim todo o movimento poderia ser: central e periférico.
Central: movimentos de origem no centro, e que irradiam para as extremidades;
Periférico: das extremidades para o centro.
Laban verificou também que estes movimentos podiam ser fracos ou fortes, rápidos ou lentos; ou seja, poderia haver modificações de intensidade, assim como de velocidade. Com estes 4 movimentos pode-se formar uma combinação de 8 movimentos, dependendo de serem centrais ou periféricas.
Periférico:
Lento-forte = arrastado
Lento-fraco = flutuante
Rápido-forte = batido
Rápido-fraco = agitado
Central:
Lento-forte = oprimido
Lento-fraco = resvalado
Rápido-forte = empurrado
Rápido-fraco = sacudido
Estas 8 combinações são usadas na dança moderna, mas também poderiam ser usadas no ballet moderno.
Ex: as Wilis de “Giselle” realizam movimentos flutuantes.
Nos Estados Unidos a dança moderna atingiu a mais pura autenticidade; todos os grandes nomes dos Estados Unidos saíram de uma escola famosa a “Denishawn”: foi uma escola formada por Ruth Saint-Denis e Ted Shawn; ambos inspirados por Isadora Duncan.
A Escola de Denishawn procurou estudar todas as mudanças do mundo, principalmente as orientais; os nomes famosos que saíram desta escola são: Martha Graham, Doris Humphrey e Charles Weidman.

Grandes nomes do Ballet Russo

Grandes nomes do Ballet Russo
   O Ballet Russo é essencialmente russo nas primeiras estações, tanto em temas como em bailarinos; torna-se internacional depois de sofrer a ação de Paris.
O que mais o caracterizou foi a ânsia de novidades, e por isso foi visto ele apresentar os mais distintos ballets como:
Temas russos – em Príncipe Igor;
Temas gregos – em “L’ après midi d’un faune”;
Temas orientais – em Scheherazade;
Temas românticos – em Sílfides e o Espectro da Rosa;
Temas espanhóis – em O chapéu de três bicos;
Tema primitivo – em O trem azul; etc.
Os maiores coreógrafos passaram pelo ballet russo: Fokine, Nijinsky, Bronislava, Nijinska, Balanchine, Lifar.
Lançou grandes bailarinos como: Nijinsky, Pavlova, Karsavina, Adolf Bolm, Lydia Lopokova, Alicia Markova, Alexandra Danilova, Serge Lifar, Olga Spessivetsva, etc.
Na decoração, colaboraram personalidades como Benois, Bakts, Larinov, Picasso, Derain, etc.
Benois era decorador por excelência dos temas românticos.
Bakst era decorador dos temas orientais.
Larinov e Picasso, em temas modernos, principalmente cubismo.
A musica, nos primeiros tempos, era russa, e dos compositores russos preferidos eram: Rimsky-Korsakov e Borodin. Stravinsky muito colaborou, no inicio com musicas russas, depois com neo-clássicas.
Outros músicos famosos que colaboraram foram: Debussy, no “L’après midi d’um faune” e “Jeux”; Manuel de Falla, no “Chapéu de três bicos”, etc.
O grande valor do Ballet Russo está em ter unido o músico, o decorador, o coreógrafo e o bailarino; e ter dado a todos; o mesmo valor. Mas maior de todos os valores foi o ter elevado o balletà mesma altura das outras artes. Além disso, ampliou a campo do ballet: introduziu novos temas, nova técnica, novos meios de expressão.


La boutique fantastique (Ballet)

La boutique fantastique (Ballet)
  A ação transcorre numa loja no meio do século XIX, vários tipos de pessoas entram na loja: uma jovem, duas senhoras idosas, uma típica família americana, formada pelo papai, mamãe e dois filhos.
Começam, então, diversos números: dois italianos dançam uma tarantela: quatro bonecos dançam um jogo de cartas. O show é interrompido pela chegada de uma família russa. Exibem-se então duas figuras de can-can. Representa o bailarino um boneco com a figura típica do dandy da época, uma caricatura bem feita do elegante século XIX. Sua partenaire é uma adorável soubrette. O par de can-can dança e deixa a todos encantados, tanto os russos como os americanos querem comprá-los.
Após alguma discussão resolve-se que os americanos fiquem com o par masculino e os russos com feminino, ambos pagam e se retiram, para vir buscar os bonecos no outro dia.
Quando é noite, fecha-se a loja, e tudo fica deserto; os bonecos voltam à vida e começam a dançar; o par de can-can é reunido, e dança um pás-de-deus romântico; por fim, todos os bonecos vão dormir.
Pela manhã, quando o comerciante vai abrir a loja e não encontra o par can-can, pensa que foi roubado; chegam os compradores e ficam irados, pensando que também haviam sido enganados, resolvem quebra a loja; quando entram, os bonecos tomam vida e formam um batalhão de soldados; quando o bando é posto para fora, dentro da loja, os bonecos e o comerciante dançam juntos.
       Os criadores
Massine introduz a dança de caracteres, quer dizer, uma dança onde os personagens têm características bem definidas, as suas coreografias têm uma virtualidade tal, que são mais favoráveis aos argumentos cômicos; a musica é de Respighi, que fez um arranjo das musicas de Rossini; a decoração é de André Derain.

Anna Pavlova

          Anna Pavlova
  Anna Pavlova nasceu em 1882, aos 10 anos, foi admitida na Escola Imperial; demonstrando um amor excepcional pela dança, ela foi uma aluna exemplar. Entrou no teatro Marynsky aos 17 anos, já tendo um pequeno solo (o que era uma posição privilegiada); aos 20 anos era “première danseuse”, aos 22 anos era “prima ballerina”, juntamente com mais duas, essa posição só fica abaixo da “prima ballerina assoluta”, que na época pertencia a Kchenssinkaya.
Casou-se com Vitor Dandré aos 22 anos, e ficaram juntos durante toda a sua vida. Desta época é que data seu ballet “O Cisne” ou “A morte do Cisne”, com musica de Saint-Saens e coreografia de Fokine, que criou este ballet especialmente para ela.
Em 1908, realizou uma tournée pela Europa, nos países do norte, onde obteve grande êxito; em 1909 foi a Paris com o Ballet Russo, nesta temporada ela dançou com dois grandes nomes: Nijinsky e Karsavina.
Em 1910 ela rompeu com Diaghileff e formou a sua própria companhai; daí em diante até 1931 sua carreira foi carreira foi uma serie de tournées por todo o mundo, com êxito extraordinário, esteve na América, no Japão, na Índia, nas grandes capitais Européias. Apesar de possuir uma companhia de ballet relativamente fraca, sendo ela o único expoente de valor, ela conseguia levar aos teatros multidões imensas.

terça-feira, 15 de março de 2011

Petrouchka

           Petrouchka
  A história de Petrouchka é a seguinte:
Primeira cena – Um carnaval em São Petersburgo. O cenário mostra as casas da cidade, e, no fundo, um teatro de bonecos. Há uma grande atividade na rua, pessoas passando, cada uma das quais com caracteres bem diferentes: duas ciganas, um homem velho, um dançarino de rua, marinheiros, etc. Depois de uma introdução, surge através de uma cortina a cabeça do charlatão, com uma longa roupa e um chapéu pontudo. Olhando fixamente para a multidão, começa a tocar flauta. A cortina do teatro ergue-se aparecem três celas: a Petrouchka, um boneco de face pálida e infeliz; a do Mouro, uma marionete com sorriso maligno; e a da Ballerina, convencionalmente atrativa, com as faces pintadas. A um sinal do Charlatão, os três começam a dançar. Inicialmente os movimentos são mecânicos, depois se animam e descem para a rua. O tema da dança é simples: o Mouro corteja a Ballerina, e Petrouchka, com ciúmes, quer matá-lo. A multidão cerca-os, o Charlatão para de tocar a flauta, os bonecos caem em colapso e a escuridão desce no palco.
Segunda cena – Aparece à cela de Petruchka, é uma verdadeira prisão, o teto está coberto de figuras do Charlatão, e as paredes com estrelas e com o chapéu do Charlatão; é uma cela miserável. O boneco infeliz, procura levantar-se do chão, está confuso, pois se sente tomado de sentimentos humanos; ele é capaz de amar e de odiar, mas é torturado pela sua figura grotesca. De repente, abre-se a porta da cela e a Ballerina aparece, ela olha-o inquisitativamente, mas assustando-se quando Petruuchka avança, foge. Petrouchka bate contra a porta e as paredes; ouve o barulho do carnaval lá fora, no qual ele nunca poderá ir, e cai deseperado no chão.
Terceira cena – Em desacordo com a cela de Petrouchka, aparece o quarto do Mouro, com divãs, almofadas, enfim, todo o conforto. O mouro está deitado preguiçosamente em alomfadas. A porta da cela abre-se, e aparece a Ballerina, que atravessa a sala sur lês points, carregando uma pequena corneta; o Mouro olha-a com admiração, e ela dança uma velha valsa, o Mouro levanta-se, toma brutalmente a Ballerina pela cintura e começam a dançar um pás-de-deux. No clímax do duo, o Mouro lança a Ballerina contra o divã, e abraça-a, mas corta sua animação uma leve batida na porta, é Petrouchka, que havia escapado da cela; o Mouro enfurecido, pega uma espada, e persegue Petrouchka, e expulsando-o do quarto, volta para a Ballerina.
Quarta cena – Aparece a cena carnavalesca outra vez; a multidão é maior, aparecem todas as espécies de pessoas: mercadores, empregadas, vagabundos, etc. Algumas empregadas dançam uma velha canção russa; a confusão aumenta com a chegada de um grupo de cocheiros. A neve começa a cair; um grupo de mascarados aparece. Subitamente, treme a cortina da loja de bonecos, Petrouchka aparece perseguido pelo Mouro e pela Ballerina que procura deter o Mouro. Por fim, o Mouro mata Petrouchka, e desaparece com a Ballerina. Petrouchka agoniza na rua, circundado pela multidão; chama a policia, e o Charlatão é ouvido. O Charlatão demonstra que Petrouchka não passava de um boneco de palha. Chega à noite, todos partem, fica somente o Charlatão, quando este se volta para entrar, olha o teto, e vê no alto o espírito de Petrouchka, olhando maliciosamente para ele, assustado foge na noite; a rua fica completamente deserta.
A história de Petrouchka é fascinante e, a música está a sua altura; é um perfeito drama, bem coordenado pela coreografia. Os caracteres dos três personagens são bem definidos: o Mouro – o tipo sensual; a Ballerina – a coquete; Petrouchka – o boneco infeliz, tomado de sentimentos humanos.
Petrouchka é o maior drama dançado, realizado até os dias atuais; é talvez a melhor coreografia de Fokine, e a melhor representação de Nijinsky. A coordenação da música, coreografia e decoração é perfeita; a música é de Stravinsky e a decoração de Benois.




 

Scheherazade (Ballet)

     Scheherazade (Ballet)
A coreografia de Scheherazade é de Fokine; música de Rimsky-Korsakov, e a decoração de Bakts.
A primeira vez em que foi representado; a crítica achou a ballet indecente, pelo sensualismo exagerado.
A história é a seguinte: num rico harém, encontram-se sentados os Shahriar, acompanhado de seu irmão Shah Zeman, e de sua principal concubina, Zobeide. Shah Zeman põe em duvida a fidelidade de suas esposas, enquanto isso três moças dançam. Ouvem-se trombetas, anunciando uma caçada. O Shahriar parte. Imediatamente o harém enche-se das esposas, que pedem ao eunuco para abrir as portas e deixar entrar os escravos. Ao preço de um colar de pérolas, o Principal Eunuco abre a porta, e aparece o escravo favorito, um jovem negro, que abraça Zobeide. Inicia-se uma grande orgia no harém. O escravo favorito, em grandes saltos, lança-se no divã de Zobeide. Alguns eunucos partem para avisar o Shahriar. No clímax, aparece Zeman com a guarda. Todas as esposas e escravos são presos. O escravo favorito dá um salto e é morto. Zobeide, espera sua sentença. Shahriar hesita, mas quando Zeman mostra, com desprezo, o corpo do escravo negro, ele dá o sinal da morte de Zobeide. Esta, num ultimo gesto, enterra a adaga no próprio peito, e morre. Shahria arrepende-se.
  Os Atores
O papel de escravo favorito foi criado exclusivamente para Nijinsky, que soube tirar o melhor partido dele. Deu relevo principalmente ao sensualismo, ao lado de uma poderosa acrobacia. O papel de Zobeide foi criado para Ida Rubinstein, artista principalmente plástica e mímica.

Classificação dos Ballets

 Classificação dos Ballets
Lago do Cisne
Bailarino – ballerina noble e danseur noble.
Literatura – ballet de história
Giselle
Bailarino – ballerina noble e danseur noble.
Literatura – ballet de história
Coppelia
Bailarino – ballerina de demi-caractere e danseur noble.
Literatura – ballet de história
Bela Adormecida
Bailarino – ballerina noble e danseur noble.
Literatura – ballet de história
Sílfides
Bailarino – ballerina noble e danseur noble.
Literatura – ballet de atmosfera
Príncipe Igor
Bailarino – ballerina de caractere e danseur de caractere.
Literatura – ballet de tema 

sábado, 12 de março de 2011

A grande época do Ballet Russo a

A grande época do Ballet Russo
  No inicio do século XX, havia na Rússia um grupo de jovens de talento excepcional. O Ballet Russo obteve em Paris um sucesso tremendo; e este sucesso foi devido principalmente a Nijinsky, Pavlova, Karsavina, Ida Rubinstein, e as coreografias de Fokine.
    Fokine
Michel Mikhailovich Fokine nasceu em são Petersburgo, em 1880, e aprendeu a arte da dança na Escola Imperial, aparecendo em 1898, como profissional do teatro Marynsky.
Fokine foi contra o abuso das pontas, aboliu o típico vestido de gazes; para ele tudo devia estar de acordo com o tema da coreografia.
Estabeleceu os cinco pontos com os quais começa o ballet neoclássico, que são:
1)    Devem inventar-se novas formas de movimentos, que correspondam ao caráter e a sugestão da música, em lugar de adaptar-lhes combinações de passos acadêmicos ou de escolas.
2)    Em um ballet não se ajusta estritamente a expressão da ação dramática.
3)    O corpo do bailarino deve ter expressividade desde a cabeça aos pés, e não deve haver nenhum ponto morto ou inexpressivo nele.
4)    Os grupos não são somente ornamentais; desenvolve-se a expressão, do novo ballet, do rosto ao corpo, do bailarino individual, e deste a totalidade das pessoas em movimento na cena.
5)    A dança deve estar numa situação de igualdade com os demais fatores do ballet; música e decoração.
    Dighileff
Sergei Pavlovitch Diaghileff foi quem reuniu sob suas ordens um numero extraordinário de artistas de valor; deu uma nova direção ao ballet, pois uniu o coreografo, o músico, o decorador e o bailarino principal, e dirigia a todos.
Em 1908, Diaghileff levou as obras do repertorio russo modernos de operas, e entre elas “Ivan, o terrível”, de Rimsky – Korsakov; em 1909 levou a companhia de Ballets Russos, e iniciou-se, então, a época gloriosa da história do ballet, que duraram 20 anos na Europa.



Diferença entre Dança e Ballet a

Diferença entre Dança e Ballet
  A dança: é uma das Belas – Artes, e representa duas características, movimentos eurrítmicos e intencionalidade.
O ballet: é uma arte combinada, resultante da união de duas artes, servindo a dança.
A diferença dos dois é que; a dança é uma arte realizada a qualquer momento, por qualquer um, através de qualquer corpo, obedecendo apenas a seus dois princípios essenciais; já o ballet é um espetáculo, realizado num teatro, e obedecendo as normas teatrais.
  Elementos das diversas artes do Ballet
Elemento pinturescos (da pintura): são as cores e linhas, que encontramos nos cenários, nas roupas etc.
Os elementos decorativos do ballet são: cenários, costume, cores e maquiagem.
Elementos esculturais (da escultura): são formas, as posições dos bailarinos, a coordenação destas posições.
Elementos arquitetônicos (da arquitetura): são as grandes massas que entram na coordenação do corpo do baile. Todos os componentes formam verdadeiras massas arquitetônicas.
Elementos literários (da Literatura): o que conta o ballet.
Elementos musicais (da música): a música é a companheira imprescindível do ballet.

Isadora Duncan a

         Isadora Duncan
  Isadora Duncan foi quem deu maior impulso a formação da dança moderna; no seu tempo a bailarina, com tutu de gaze e sapatos de ponta cor-de-rosa, era sagrada; ela teve a audácia de dançar com o pé nu; e vestida em panos, quase desnuda; com isso ela trazia uma nova mensagem a dança: a dança deve ser livre, o artista deve ser o criador, todos os movimentos devem ser orgânicos, portanto devem partir do plexo solar.
Ela dançava improvisadamente sobre músicas clássicas ou românticas, numa sucessão de atitudes não construídas, segundo nenhum código de dança acadêmica, mas sim ditadas pela impressão momentânea da artista, numa espécie de fluir plástico.
A sua arte alimentava-se exclusivamente de sua própria virtude, que era o gênio da artista, mas que era também intransferível; por isso ela não deixou escola, e nem academizou a sua dança; mas teve seguidoras que criaram escolas e popularizaram a sua arte. 
Isadora Duncan trouxe mudanças para a dança: o pé nu mudou o centro do equilíbrio; o dorso tomou um novo papel, como centro e como raiz de todo o movimento; criou uma nova linguagem corporal, em oposição à linguagem das pernas, que era exclusivamente clássica, permitindo, assim, uma visão maior a parte do artista individual.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Ballet dos Contos de Fadas

O Ballet dos Contos de Fadas
Ambas com música de Ichaikovsky; A Bela Adormecida e a Suíte Quebra – Nozes contam duas famosas histórias de fadas.
       A Bela Adormecida
A Bela Adormecida é um dos ballets mais dispendioosos, e raramente é levado completo. A maior parte das vezes é representada uma forma abreviada do mesmo, chamado “O casamento de Aurora”.
O argumento de Bela Adormecida é baseado no celebre conto de Perrault; a coreografia de Bela Adormecida é de Marius Petipa; os principais trechos dela são: o pas – de – deux da Princesa Aurora e do Príncipe encantado, e o pas – de – deuz do Pássaro Azul.
 
            Quebra – Nozes
A coreografia de Quebra – Nozes é de Lev Ivanov; e o argumento é baseado num conto de  Hoffmann, “O quebra – nozes e o rei dos Camondongos”.
O Quebra – Nozes raramente aparece completo; em geral são levados alguns trechos dele, como o pas – de – deux da Rainha da Neve e do Rei da Neve, oou então a dança das flores, ou o pas – de – deux da Fada do Açúcar.

O Lago do Cisne (Ballet)

    O Lago do Cisne (Ballet)
  O Lago do Cisne representado em 1877 foi um verdadeiro malogro, principalmente pela coreografia muito fraca; Tchaikovsky escreveu a musica especialmente para essa peça. Em 1894 foi revido com a coreografia de Petipa, e, finalmente, completo, em 1895, com a coreografia de Petipa e Lev Ivanov.
A história é a seguinte:
1° ato – Um grande festival é dado em honra do príncipe Siegfried, que está comemorando sua maioridade. Ele deverá escolher uma noiva no baile à noite. Neste ato, há diversos divertissements.
2° ato – O cenário é um lago, onde vivem cisnes encantados, que durante a noite se transformam em belas jovens e ao amanhecer voltam a ser cisnes. O príncipe foi caçar cisnes com os amigos e encontra a rainha dos cisnes, Odete. Apaixona-se por ela, e convida-a para ir ao seu baile. Há, neste ato, uma serie de pás – de – deux, pas – de – trois e pas – de – quatre. Amanhece, e os cisnes partem, tendo antes o príncipe jurado amor eterno.
3° ato – O baile começou; aparece Odile, o cisne negro, com Voon Rothbart, conhecido como o Cavaleiro do Cisne Negro. Odile parece-se estranhamente a Odete; e Von Rothbart é o encantador dos cisnes. O príncipe dança com Odile, pensando que é Odete, e pede-a em casamento. Odile fica tão contente que realiza 32 fouttés (famosos na história do ballet). Era exatamente isto que desejava Von Rothbart, pois assim quebrava o amor, que iria destruir o encantamento.
4° ato – É noite, e os cisnes esperam Odete; esta chega desesperada com a perfídia de Von Rothbart. O príncipe volta e explica o truque e quebra assim o encantamento. O feiticeiro, para matar todos os cisnes, faz com que o lago se encha. O príncipe resolve morrer junto com Odete; e esse seu gesto de sacrifício quebra definitivamente o encantamento. Odete toma a sua forma humana para sempre, assim como todos os outros cisnes.
O “Lago do Cisne” permanece até os dias atuais como um dos mais puros clássicos existentes.
O 2° e 4° atos exigem uma grande capacidade expressiva, ao lado de uma excelente técnica, e o 3° ato exige uma capacidade excepcional. Em geral é encenado apenas o 2° ato.
Os dois principais papéis, Odete e Odile, é uma prova de fogo, para toda a bailaria clássica. Conseguiram dança-lo completo: Pierina Legnani, Anna Pavlova, Thamar Karsavina, Mathilde Kchensiskaya, Olga Spessivetzva, Vera Nemchinova e Margot Fonteyn.
Bailarinas que se destacaram no papel de Odete: Tâmara Toumanova, Mia Slavenk, Alexandra Danilova, Alícia Markova e Irina Baronova.


Coppelia (Ballet)

             Coppelia (Ballet)
  Coppelia foi produzida pela primeira vez em 1870. A coreografia é de Arthur Saint – Leon e a música de Leo Délives. 
Baseado num conto de Hoffmann conta a seguinte história:
Coppelia é filha do celebre Dr. Coppelius, que está sempre envolvido em invenções. Ela passa o dia todo, sentada na frente de uma janela, lendo um llivro. Frans, noivo de Swanilda, enciumado, consegue entrar na misteriosa casa do Dr. Coppelius juntamente com um grupo de jovens; e descobre que Coppelia não passava de uma simples boneca de dança. Disfarça-se então de Coppellia, e quando o Dr. Coppelius chega com Franz, que vinha a procura daquela, e ao qual Dr. Coppelius dá uma dose de bebida mágica, para ver se conseguia passar a sua vida para Coppelia, Swanilda começa a dançar. Franz está desacordado, e Dr. Coppelius engando, pensa que é Coppelia, e delira de felicidade, pensando que conseguira transferir a vida de Franz para a sua filha. Finalmente, Franz acorda, e parte. Swanilda se esconde e foge. Dr. Coppelius, quando olha pela janela, vê Coppelia (Swanilda) e Franz, dançando alegremente, e encontra Coppelia, nua, atira ao chão.
Para representar Coppelia é necessária uma artista com qualidade mímicas graciosas e elegantes. As mais famosas Coppelia dos tempos atuais são: Alexandra Danilova e Irene Skorik.

Giselle (Ballet)

        Giselle (Ballet)
  Foi representado pela primeira vez em 1841, é o mais antigo ballet dos repertórios modernos; desde a sua primeira apresentação, vem sendo repetido sem interrupções.
O argumento é de Teófilo Gautier, segundo um poema de Heinrich Heine, a coreografia é de Jules Perrota e Jean Coralli, e a música de Adolfo Adam.
Conta à lenda das Wilis: as Wilis são donzelas que, morrendo antes do dia do casamento, saem de seus túmulos à noite, em vestes de noiva, e dançam até o amanhecer; se algum homem for apanhado na floresta, enquanto as Wilis dançam, é condenado a dançar até cair morto de exaustão.
A ação passa-se numa pacata vila da idade media; Giselle é uma jovem camponesa, alegre e terna, que esta apaixonada por um camponês chamado Loys. Ela não sabe, porém, que este camponês é, na verdade, um príncipe disfarçado. Loys é o príncipe Albrecht, duque da Silésia; mas alguém mais apaixonado por Giselle, é Hilarion, um camponês bruto, e que é guarda florestal.
O primeiro ato passa-se na aldeia; Giselle dança com Loys; à chegada de um cortejo real, Giselle descobre que Loys é um príncipe disfaçado, noivo de uma princesa, sentindo-se enganada, enlouquece e suicida-se.
O segundo ato transcorre numa floresta a noite, onde se vê o túmulo de Giselle. Albrecht foi visitar o túmulo de Giselle, assim como Hilarion. Hilarion é preso pelas Wilis, e morre cansado de tanto dançar.
Giselle, sai do túmulo vestida de gazes brancas, e dança com Albrecht (ou Loys); este é condenado a morrer, pois assim o quer a rainha das Wilis; Giselle avisa Albrecht para permanecer próximo a cruz, a fim de salvar-se, mas ele se afasta para dançar com Giselle e acaba caindo esgotado, neste momento, começa a amanhecer, e Albrecht é salvo pela aurora, que quebra o encantamento das Wilis.
No primeiro ato, é necessário ter uma técnica sólida, em saltos e em rapidez. A brandura do segundo ato contrasta grandemente com a cena colorida da vida da camponesa. Uma parte importante no ballet é a loucura, a qual não pode ser realista, pois se assim fosse representada, estaria em desacordo com o tema. Deve ser lírica e coadunar-se perfeitamente com a convenção clássica.
Giselle sobrevive até os tempos atuais, pois além de ser uma expressão pura do romantismo da época, é um teste para qualquer bailarina.
As bailarinas que mais se destacaram neste papel foram: Carlota Grisi, para quem foi criada, Anna Pavlova, Thamar Karsavina, Olga Spessivetzva, Alicia Markova e Margot Fonteyn.