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sábado, 11 de julho de 2020

Huguenotes


Huguenotes
Segundo alguns, a palavra deriva de Besançon Hugues (líder de Genebra), outros dizem que o vocabulário vem de eidguenot, que significa confederados em francês. Os protestantes franceses (quase sempre calvinistas) eram chamados de huguenotes por seus inimigos nos séculos XVI e XVII.
O protestantismo francês surgiu em 1514 com Jacques Lefevre e depois segue as orientações de João Calvino; como o antagonismo entre católicos e protestantes gerava conflitos, o rei Francisco I da França ordenou a perseguição dos protestantes.
Mesmo o “Édipo de Orléans” (emitido em 1561) aliviando a perseguição dos protestantes; em Vassy houve uma chacina de mil huguenotes em 1562 e muitos deles fugiram do país.
Em 1572, milhares de huguenotes morreram no massacre da noite de São Bartolomeu; e a perseguição continuou até 1598, quando Henrique IV emitiu o “Édito de Nantes” dando aos protestantes a liberdade religiosa igual à dos católicos.


Piratas da Barbária


Piratas da Barbária
Piratas barbarescos, berberes ou corsários otomanos operavam no mediterrâneo ocidental e nordeste do Atlântico até a metade do século XIX; vinham da costa da Berbéria (litoral do norte da África) e eram descendentes dos antigos númidas, muçulmanos que odiavam os católicos e atacavam e saqueavam portos e aldeias das costas da Espanha, França e Itália com suas galeotas, navios leves movidos à vela e a remos.
Os mais famosos foram Urudj e Khair-Eddine, conhecidos como “os irmãos barba ruiva”, por cruzarem as costas do Mediterrâneo e atacar as galeras europeias em 1504.

Os saqueadores do mar


Os saqueadores do mar
Piratas: não se submetiam às leis ou convenções de qualquer país, atacavam qualquer barco no mar ou na costa e pilhavam seus bens.
Corsários: tinham autorização do governo (carta de corso) para caçar e roubar a carga de barcos mercantes de uma nação inimiga. Pratica comum entre os séculos XVI e XVIII das nações que não podiam enfrentar o poderio naval da Inglaterra e da Espanha; mesmo em tempos de paz, não era raro que alguns governos ou senhores ricos armassem navios para corso e depois partilhassem os produtos.
Flibusteiros: atuando nos séculos XVII e XVII, eles também possuíam uma carta de corso, apesar de pilharem apenas os navios espanhóis.
Bucaneiros: agiam nas Antilhas nos séculos XVI e XVII, eram os piratas francês, também conhecidos como “piratas das índias Ocidentais”.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A República holandesa

         A República holandesa
A drenagem do mar
  No século XV, os holandeses conseguiram terras no litoral para o uso agrícola, através de um sistema de drenagem; conhecido como “pôlderes”, as áreas tornadas cultivais proporcionavam pastagens e campos de cultivo.
No século XVII, sendo os maiores engenheiros hidráulicos do mundo, os holandeses usavam moinho de vento para recuperar até 1800 hectares por ano. Uma extensão de água rasa era cercada por um dique e construía-se um canal em torno dela; os moinhos bombeavam a água para o canal, de onde corria para o mar. Uma serie escalonada de moinhos coordenados podia drenar um lençol de água de 4,5 metros de profundidade. Às vezes podiam ocorrer enchentes, quando a teia de diques falhava.
 As Residências
  No século XVII, os holandeses não gastavam sua riqueza (conseguida por seu comercio) em palácios, mas em residências de comerciantes de classe media. As casas urbanas eram geralmente estreitas, principalmente em Amsterdam, onde todos queriam viver de frente para os canais e uma lei municipal determinava que nenhuma casa podia ter mais de 8 metros de largura. Mas para compensar essa restrição, os comerciantes mais ricos amiúde construíram suas moradias com até 50 metros de fundos, decoravam-nas com gosto endinheirado e enchiam-nas com mobília de valor.
A febre das tulipas
  Na década de 1630, as tulipas recentemente importadas da Turquia, estavam em modas nas cortes européias; parecia ser o produto ideal para os investidores da Holanda: os horticultores competiam para criar novas variedades e os bulbos alcançavam preços altos.
O resultado foi uma febre especulativa em que as tulipas, e as tulipas futuras, eram vendidas a créditos por preços cada vez mais altos; no seu auge os canteiros eram guardados por homens armados.
Com o mercado em alta, parecia que ninguém iria perder; até os preços atingirem um nível em que não se achavam mais compradores, o preço da tulipa quebrou e milhares de pessoas ficaram com dividas.


 


Vikings II: seu apreço por metais preciosos

Vikings II: seu apreço por metais preciosos
  A obsessão dos vikings por metais preciosos não era apenas estética: o guerreiro nórdico considerava o fruto da pilhagem como medida de sucesso na vida. A prata exibida ostensivamente em ornamentos era um símbolo de status e um potente incentivo que atraia seguidores e ajudava a levantar exércitos pessoais para a guerra, que para os vikings era constante.
Mas a prata também era moeda corrente, eles avaliavam a prata por seu peso, não pelo valor das moedas, algumas moedas eram cortadas pela metade para ter o peso necessário a transações e os braceletes podiam ser usados como adorno ou quebrados em pedaços para uso comercial.
Geralmente os vikings escondiam seus tesouros sob as terras nórdicas ou nos brejos de algum país distante; uma parte era enterrada como oferenda aos deuses pagãos, um pouco mais ia para a crença de “que tudo que o guerreiro colocasse na terra ia ser-lhe acessível no Valhalla”, mas o principal motivo era a proteção.

A arte naval dos vikings

A arte naval dos vikings
  No século VIII, os construtores de navios vikings introduziram modificações que, levaram a sua arte no auge da perfeição; tornando eles senhores do mar. O ponto decisivo foi a adição de mastros altos e velas largas a barcos que antes eram impulsionados apenas por remos, junto com quilhas suficientemente robustas para suportar o novo equipamento; os cascos foram engenhosamente construído para serem fortes, mas leves e de baixo calado.
Com essa combinação de navegabilidade e calado baixo, os vikings podiam vencer o mar aberto, mas abicar facilmente em litorais arenosos e navegar correnteza acima nos rios europeus, com seus barcos. Em vias fluviais estreitas, a tripulação podia abaixar a velas e usar os remos. E os barcos também eram usados como tumulo.
  Gokstad
  Feito de fora para dentro quase só com machados; os barcos como gokstad, escolhiam-se grandes carvalhos lisos para a quilha e as tabuas; arvores torta, galhos em forquilha e raízes eram usados para as partes curvas ou irregulares.
Para construí-lo, primeiro, prendia-se a quilha a roda – de – proa e ao cadaste de popa para fazer uma espinha sólida; depois, as tabuas de troncos eram rachados como finas fatias de torta, eram sobrepostas umas as outras a partir da quilha; quando a casco estava no lugar apropriado em relação a linha de flutuação, colocavam-se as cavernas, o entabuamento prosseguia até as armaduras e as tabuas eram calafetadas com musgo ou pêlo de animal alcatroado. Em vez de pregados os barcos eram amarrados para dar grande flexibilidade nos mares agitados.
O barco viking media cerca de 23 metros de comprimento e pouco mais de 5 metros de largura na meia – nau, por 2 metros de profundidade; pesava cerca de 18 toneladas quando equipado, seu calado era pouco menos de 1 metro, movido a vela ou por 32 remos.
  O Mastro
  O mastro tinha talvez 10 metros de altura e pesava 360 kg. Para suportar e distribuir o peso havia um grande bloco de madeira, o Kerling, com um buraco para o pé de mastro. Acima dele e apoiado por vigas havia uma peça maciça de carvalho, chamada de “peixe do mastro”, cujo formato escorava o mastro; em seu longo entalhe o mastro deslizava ao ser erguido ou abaixado (no alto). Três cavaletes em forma de T eram usados como apoio para acondicionar a veja.
   Leme
  A nave era dirigida por um leme feito de uma única peça de carvalho de 3 metros de comprimento e parecia com um remo. O leme estava preso ao barco perto da popa, por um galho de salgueiro flexível que permitia gira-lo em segurança quando o navio estava abicado. Para evitar que balançasse contra o casco em mar grosso, o leme era preso perto do topo por uma correia.
Graças à rapidez e a maleabilidade de seus barcos, os vikings conseguiam fazer ataques relâmpagos.
  Knor
  O navio cargueiro tinha 16,5 metros de comprimento e quase 5 de largura, em uma proporção de menos de quatro para um. Da quilha a amurada tinha mais de 1,8 metros de profundidade, com espaço para 34 metros cúbicos de carga. O entravamento interno ajudava a vencer as oscilações violentas.
Usavam-se os remos apenas para manobrar nos portos, dependia quase totalmente da vela; com uma tripulação e talvez uma dezena de homens, quase todo o espaço estava reservado para a carga; pequenos toldos na proa e na polpa protegiam a tripulação.

    
 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dublin: a base viking na Irlanda

 Dublin: a base viking na Irlanda
  Dublin foi construída do zero, por volta de 840, por um chefe norueguês chamado Turgeis, que se proclamou “rei de todos os forasteiros de Erin”; Pagão cruel foi depois aprisionado pelos nativos irlandeses e afogado no lago Owel.
Localizado na confluência do sinuoso rio poddle com o estuário do rio Liffey, na costa do mar da Irlanda, era situado nas rotas comerciais que iam para o norte, o leste e o sul, Dublin era um porto internacional de primeiro nível no final do século X.
A cidade era cercada por uma barragem encimada por uma paliçada de madeira. Dentro dessa muralha protetora viviam atém dez mil pessoas amontoados numa área de menos de seis hectares. Aparentemente, cada família viking possuía seu próprio lote cercado.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os Vikings

                  Os Vikings
  Os vikings vinham da Noruega, da Dinamarca e da Suécia, todos eles eram conhecidos pelo termo nórdico: eles tinham em comum a língua, o modo de vida, a religião pagã e predileção por navegar para atacar ou comerciar.
A sociedade dos vikings compreendia três classes: escravos, homens livres e nobres.
Escravos: executavam os trabalhos menos valorizados e era tratado como animais,quando ficavam velhos ou feridos, podiam ser mortos pelo dono. A pessoa podia nascer escravo (filho de escravo), ser punida a escravidão por certos crimes, ou ter sido capturada no próprio país ou no exterior.
Homens livres: uma classe ampla e variada formava o centro da sociedade escandinava; podia até ser escravos libertos, pois os escravos podiam comprar sua liberdade e muitos proprietários encorajavam isso, separando lotes de terra para que eles cultivassem em proveito próprio, o preço da liberdade; eram 170 gramas de prata para seus antigos senhores; mais a maioria dos homens livres já nasceu liberta.
Nobres: os agricultores proprietários eram conhecidos como “boendr”, tinham suas terras de forma absoluta, sem se submeter aos tributos ou deveres para com um senhor. Tinham também os “Jarl” – lideres locais cuja autoridade talvez se limitasse a um único fiorde de homens que comandavam províncias inteiras.
Um velho e notável sistema de governo e de justiça unia esses grupos; era uma assembléia conhecida como “Thing”.
Thing: servia como parlamento rudimentar para elaborar leis e como corte para processar as infrações.
Cada comunidade ou distrito tinha seu próprio Thing e cada um desses fazia parte de grupos maiores.
Como não existiu código legal escrito na Escandinávia até o século XII; as leis que o Thing decretava eram memorizadas e transmitidas oralmente. Um dos maiores problemas para o Thing era a rixa entre famílias; ficando diante de um grupo de juizes composto por todos os membros da assembléia, ou talvez por um júri menor escolhido pelo Thing. O réu podia apresentar testemunhas ou submeter-se a uma provação: como segurar pedaços de ferro em brasa por alguns segundos, a queimadura era enfaixada e examinada pelo júri quatro dias depois; se a ferida estivesse limpa, o réu era declarado inocente; se estivesse inflamada, o réu era culpado, que dependendo do crime ele poderia ser punido pagando uma multa ou até ser enforcado ou decapitado. Depois da morte a pior punição era o banimento, onde o réu era considerado como morto nos termos da lei, pois ele perdia todos os bens e direitos legais; e qualquer um podia matá-lo sem risco de punição.
Os nórdicos viviam de uma mistura variável de colheita, criação de animais, pesca e caça. Por causa do clima o trabalho era duro; quando chegava o inverno, os animais mais fracos tinham de ser abatidos, e sua carne era defumada ou curtida com sal.
A casa dos vikings podia ser dividida em duas ou três partes: o salão principal, e as partes menores eram usados deposito ou estábulo. O chão do salão era de terra batida, ás vezes forrado com um tapete de juncos; no centro havia um buraco que servia de lareira e ao longo das paredes estavam bancos de terra cobertos de madeira que serviam para sentar e dormir.
Mesmo os homens sendo os senhores de suas fazendas, era a esposa quem tinha o símbolo de autoridade competente e da ordem domestica, representado com as chaves penduradas na cintura. Mas elas ainda não tinham uma posição legal forte; pois permanecia aos cuidados do pai ou do guardião, até casar e ficar aos cuidados do marido. E seus poderes legais também não eram muito fortes, pois elas podiam: pedir o divórcio (como os homens) declarando com testemunhas o motivo; e também podiam possuir propriedades.
Enquanto os homens podiam: ter concubina, matar a esposa adultera e o amante, e mandar matar um bebe doente.
Os nórdicos tinham as suas crenças de arcos com seu ambiente; sua religião era panteísta, variável em seus dogmas e praticas refletida em seu mundo conhecido. Entre os deuses, o principal era Odim, deus da criação, das batalhas e dos mortos; seus companheiros eram: Thor, deus do trovão, senhor dos ventos, das chuvas e das colheitas, cujo símbolo era o martelo; Frey era o deus da fecundidade e a fertilidade, era também deus das batalhas e dirigia um carro puxado por um javali de cerdas de ouro (seu animal sagrado era sacrificado em festival solstício de inverno); Freya, irmã de Frey, era deusa do amor. Entre os deuses menores estava Ran, a deusa cruel e insensível do mar raivoso, que ansiava pela alma dos afogados. Logo abaixo dos deuses estavam os seres mágicos (como anões e duendes) e as coisas da natureza (montanhas, riachos, arvores) também tinham seus próprios espíritos para guardá-las.
Os mortos eram tratados com muita seriedade, pois os fantasmas nórdicos eram maléficos e atormentavam os vivos (de acordo com a crença deles). Para confortar os mortos na vida do além; seus túmulos poderiam conter: alimentos, cadeiras, jóias, camas, e até carros. Às vezes, matava-se uma viúva ou uma escrava para acompanhar o morto. A sua viagem ao outro mundo era feita através de uma embarcação, em um pequeno bote ou navio.
   

  


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Cultura e os costumes do Japão de Tokugawa

A Cultura e os costumes do Japão de Tokugawa
As classes sociais
  Como alguns samurais foram favorecidos pelas fortunas das guerras civis do século XVI, a ponto de ficarem conhecidos como “senhores súbitos”; e até os camponeses tiveram a chance de alcançar o cobiçado status de guerreiro. Os xoguns Tokugawa, do século XVII, realçaram a estabilidade de seu regime impondo um rígido sistema de classes, baseado nos princípios confucionistas da lealdade e obediência. A legislação Tokugawa reconhecia quatro grupos principais: samurais, camponeses, artesãos e comerciantes.
A elite guerreira ocupava o nível mais alto e os demais seguiam essa ordem. As distinções de classes eram consideradas hereditárias e imutáveis; apesar disso, certo grau de mobilidade social sobreviveu, artesãos favorecidos podiam ser recompensados com privilégios de classe superior e, no final do século, muitos comerciantes desfrutavam de riquezas e posições de confiança que provocavam a inveja de seus superiores sociais.
O teatro nô e o cabúqui
O século XVII assistiu uma revolução no teatro japonês; no inicio o teatro era tradição nacional, um estilo desenvolvido pelo menos duzentos anos antes, com raízes em rituais religiosos: dois ou três atores encenavam algum episodio histórico sagrado, envolvendo amiúde a aparição de um fantasma ou demônio enquanto um coro comentava a ação.
Embora esse drama clássico continuasse a ser encenado nos séculos seguintes, não se escreveram peças na tradição nô após o século XVI. Em lugar dele, um novo estilo ganhou popularidade “o cabúqui” (chamado literalmente de a arte de cantar e dançar).
O cabúqui tinha suas origens na trupe de uma atriz chamada O-Kuni, que organizou danças e apresentações dramáticas em Quioto a partir de 1596. As peças estavam cheias de expedientes reprovados pelos cultores do nô: bufenaria e melodra, acrobacia e diálogos realistas.
Suas tramas complexas, às vezes baseadas em eventos recentes, procuravam divertir sem pejo. Os críticos reclamaram da vulgaridade do novo teatro, mas foi no período de Tokugawa, que o cabúqui encontrou uma platéia entusiástica nas cidades.
A cerimônia do chá
A cerimônia do chá é para os chineses um símbolo de harmonia interior, desde o século VIII; os japoneses importaram para ele esse ritual. Sob a influência do Zen budismo, acabou refinando-se numa cerimônia conhecida como Wabi “simplicidade”: no ambiente parcamente decorado numa humilde cabana no jardim, o anfitrião recebia seus convidados, fervia a chaleira, batia o pó numa tigela e depois oferecia a bebida com espírito de modéstia. Esse estilo antingiu seu apogeu no século XVI, com o mestre do chá Sem Rikyu.
No século XVII os mestres do chá reviveram a mais ostentatória cerimônia daimio, que permitia ambientes mais amplos, utensílios ricamente decorados e assentos separados para os grandes senhores.
Nos anos seguintes, esse estilo foi formalizado e codificado por escolas de chá, sob a influência o ritual se tornou recreação para a classe média.
    
  

O Governo Manchu

      O governo Manchu
  A dinastia Ming teve seu fim, quando um rebelde caolho chamado Li Zi-tcheng atraiu um enorme exercito de camponeses desiludidos, vitimas da fome e da miséria; contra Pequim em 1644. A cidade imperial contava para se defender com um exercito inadequado de eunucos.
Após Li ter conseguido matar o imperador, o povo de Pequim saiu às ruas para saudá-lo; mas a recepção calorosa terminou em terror, com indisciplinados rebeldes mergulhando numa orgia desenfreada de pilhagem e morte.
Foi então que os manchus tiveram a oportunidade de atacar Pequim; seus soldados além de não encontrarem resistência, ainda tiveram o apoio de Wu Sangui (o general chinês que lhes barrara o caminho anteriormente), pois ele decidiu juntar as suas forças as dos disciplinados estrangeiros, contra o exercito assassino de Li. Diante dessa aliança, os rebeldes fugiram e os conquistadores proclamaram sua dinastia Ching como a legitima sucessora dos Ming. Abahai (líder dos manhcus) morreu no ano anterior. Seu filho, Shun-tsi de cinco anos, tornou-se o primeiro imperador Ching; e Dorgon seu tio, seria o principal regente.
 Shun-tsi
A tarefa mais urgente dos novos dirigentes da China era assegurar o controle sobre o vasto país que caíra tão facilmente em suas mãos. A resistência Ming representou uma ameaça pequena aos exércitos Manchus, mas o ultimo pretendente serio ao trono foi executado em 1662.
Mas o grande desafio para a dinastia Ching, foi um nobre meio – japonês Tseng Tcheng-gong, conhecido pelos ocidentais pelo nome de Coxinga. Recusando-se terminantemente a reconhecer a autoridade Manchu, apesar da oferta de termos generosos de paz, Coxinga reuniu um exercito de mais de cem mil homens e dominou a costa do centro e do sul da china. Em 1659, quando Coxinga estava a ponto de capturar Nanjing, a maior cidade do império; deixou-se levar pelo entusiasmo, e comemorou com seus soldados, o seu aniversário. Por terem ficado a noite inteira acordados, tomando vinho, na manhã seguinte todos estavam indispostos, e acabaram tendo uma derrota vergonhosa.
Dois anos depois da derrota em Nanquim, o exercito de Coxinga conseguiu vencer uma pequena guarnição holandesa na ilha de Taiwan e estabelecer ali uma base permanente. Foi preciso a invasão Ching de Taiwan, em 1683, para dar fim a resistem e incorporar a ilha ao estado Chinês.
Como os Manchus fizeram um esforço considerável para respeitar os velhos códigos de justiça da China, a maioria da elite achou mais fácil transferir sua lealdade para os novos dirigentes. Os funcionários Ming foram bem recebidos de volta à administração e até tiveram permissão para conservar seus trajes distintivos.
Os manchus insistiram para que os funcionários raspassem a parte dianteira da cabeça e usasse rabichos a maneira manchu. O novo regulamento provocou amplo ressentimento, pois esse símbolo humilhante de subserviência a uma cultura estrangeira jamais deixou de exasperar os nacionalistas chineses; com efeito, a remoção do rabicho tornou-se um símbolo de revolta contra a dinastia manchu.
Nos esforços para tornar mais fácil a transição da dinastia Ming para a Ching, o imperador Shun-tsi desempenhou um papel extremamente importante, estimulou ativamente a erudição confucionista e tentou eliminar a corrupção onde quer que a encontre.
Kang-xi
Quando Shun-tsi morreu de varíola, seu terceiro filho Kang-xi assumiu o trono; em especial por ele ter sobrevivido a um ataque de varíola e adquirido imunidade contra a doença.
Como Kang-xi era muito jovem para assumir o poder pessoalmente, Oboi, um importante nobre manchu da época, assumiu o cargo de regente; ele reverteu a política justa e pró - chinesa de Shun-tsi; proibiu os funcionários de criticarem o governo numa serie de medidas restritivas, e os suspeitos de sentimentos antimanchu eram presos e torturados.
Oboi só não durou mais na regência porque sua política ditatorial acabou ofendendo Kang-xi, que assumiu formalmente o poder em 1667, com 13 anos de idade.
Kang-xi baixou uma lista de dezesseis princípios morais; que se tornou conhecida como os Editos Sagrados, em que o próprio imperador empenhou-se em seguir essas orientações ao longo de sua vida. Cultivou classe intelectual chinesa e controlou o comercio com o mundo exterior com vantagem para a China. Sob a liderança dele, o domínio manchu não só se legitimou na China, como também se consolidou em todo o país, a sua conquista da Mongólia deu inicio ao processo de expansão dentro da republica popular da China e além dela.
Logo nos primeiros anos de seu reinado Kang-xi teve que enfrentar três poderosos generais chineses (um deles era Wu Sangui, que ajudou os manchus a tomar Pequim); no sul e no oeste do país, eles dominavam províncias que haviam praticamente transformado em estados independentes. Quando Kang-xi avançou contra um dos generais, Huang-dong, no extremo sul, os três revoltaram-se, e vieram tropas de Taiwan mandadas pelo filho de Coxinga para ajudá-los. Essa poderosa rebelião quase conseguiu expulsar os manchus do país, mas conseguiu prevalecer em 1681 com a ajuda de generais leais. Dois anos depois, invadiu Taiwan, derrotando o neto de Coxinga a acabando com a guerra civil, logo depois derrotou os três generais e ocupou Taiwan.
Kang-xi convenceu os jesuítas a fundirem canhões na China, e os prisioneiros de guerra russos foram convocados para mostrar o funcionamento das novas armas e acabaram se incorporando ao sistema de estandartes.
Os manchus ao assumirem o sistema administrativo Ming, também acrescentaram vários melhoramentos próprios. Dividiram algumas províncias ao sul da Grande Muralha em unidades menores, tendo um total de dezoito.
Embora o sistema de governo tenha permanecido o mesmo, o peso da tributação sobre os pobres foi consideravelmente aliviado e houve um amplo declínio da pratica da servidão. A proporção de grandes terratentes diminuía á medida que aumentava a importância de camponeses moderadamente prósperos, com seus interesses protegidos pelo estado.
O comercio marítimo da China também teve uma expansão considerável, no reinado de Kang-xi. As principais exportações saíram de Cantão, no sul, onde se embarcavam chá, seda, tecidos finos de algodão, porcelanas e objetos de laca para a Europa.
Os jesuítas floresceram sob a nova dinastia, enriquecendo a vida intelectual da corte manchu; Kang-xi lhes concedeu altal posições na corte, mesmo assim eles se ajoelhavam diante do imperador. Também ajudaram a chamar a atenção de grandes pensadores e escritores da Europa para a civilização chinesa, entre eles: Spinoza, Voltaire, Goethe, Diderot e Adam Smith.
Kang-xi fazia várias viagens pela China, para observar os problemas de seu domínio pessoalmente: inspecionando obra publicas, perdoando criminosos, ouvindo reclamações; às vezes, lendo os exames de candidatos ao serviço público.
Quando Kang-xi morreu seu quarto filho assumiu o trono. O império manchu continuou a se expandir, em 1760 atingiu su7a extensão máxima. No final do século XVIII, começou um declínio que, no espaço de cinqüenta anos, se tornou um deslizamento irreversível para a dissolução. As potências européias se aproveitariam rapidamente das fraquezas internas da China para conquistar vantagens comerciais. Assim conseguiram por fim no poder imperial em 1912. E os manchus foram os últimos a assumir o império da China.
    
  
    
   

O Comercio Marítimo da Holanda

O Comercio Marítimo da Holanda
  A Holanda sempre esteve sob o domínio da Espanha, junto com outros paises menores; até 1579, quando sete províncias do norte formaram a União de Utrecht, sob a liderança de Guilherme, o príncipe de Orange, conhecido como “o taciturno”. Declarando sua independência da Espanha dois anos depois. Mesmo Filipe (rei da Espanha) tendo conseguido assassinar Guilherme, as suas finanças estavam esgotadas. Assim a rainha da Inglaterra – Elizabeth – interviu em favor dos rebeldes, para que a Espanha não recuperasse o controle.
Em 1648 houve o tratado de Vestfália, onde a Espanha finalmente reconheceu independência das sete províncias.
Ao invés de gastar energias em contendas e fanatismo, eles a usavam na busca de riquezas; os holandeses conseguiram se tornar especialistas em tecnologias de drenagem, construções de canais e recuperação de terra; além de construírem diques e defesas contra a água. Entre 1590 e 1640, conquistaram ao mar oitenta mil hectares de terras cultiváveis. O que eles não conseguissem cultivar eles importava; como os grãos que eram importados dos países Bálticos a cada ano. Além da “grande pescaria”, onde a Holanda e Zelândia mandavam seus barcos para recolher os cardumes de arrenque que desciam do Báltico para o mar do norte. Os barcos da frota holandesa eram tão grandes, que podiam abrigar uma tripulação por seis meses, e também podiam salgar os peixes e empacota-los ainda a bordo.
Em terra, a indústria tinha o apoio de construtores de navios, merceeiros, proprietários de armazéns, fabricantes de vela e cordas, tanoeiros e corretores.
Também conseguiram lucros no exterior onde o peixe acabou se tornando quase como uma moeda. Pois na Alemanha e na França, eles eram trocados por artigos de luxo; que por sua vez eram trocados por grão no Báltico.
Não eram sós nos pesqueiros que a frota holandesa se destacava, eles também projetaram os melhores cargueiros da época como os fluyten: econômico de operar e barato de construir.
Os comerciantes estrangeiros preferiam comprar ou fretear navios holandeses ao invés de usarem seus próprios: com mão de obra barata e requisitando menos marinheiros para operar, os holandeses podiam comprar metade do preço de seus concorrentes.
Como Amsterdam era o manancial da atividade mercantil holandesa, em 1609 os financistas da cidade criaram um banco de câmbio para ajudar os comerciantes holandeses a comerciar uns com os outros; e no mesmo ano foi construída a bolsa, onde colunatas e claustros abrigavam os representantes de cada grupo de interesse financeiro.
Os holandeses criaram um consorcio: reunindo seus recursos e diminuindo seus riscos, acabando com a competição entre eles, e assim estabelecer o monopólio do comercio marítimo. Com intenção de desbancar a os portugueses e os ingleses; e até mesmo vence os asiáticos em seu próprio terreno.
Para atingir esse objetivo, a companhia das Índias Orientais não contava com ofertas de condições de bens de trocas melhores; eles autorizaram seus empregados: a travar guerras, concluir tratados de paz; construir fortes e recrutar pessoal civil, militar e naval, e ainda tiveram de fazer um voto de fidelidade à companhia; tudo isso com a benção dos senhores da política nacional.
Assim os holendeses conseguiram tirara os portugueses do caminho com certa facilidade; e logo depois Jan Pieterszoon Coen (governador da Companhia das Índias Orientais), ordenou vários ataques a frota inglesa, capturando muitos de seus navios, assim acabando com a sociedade entre eles.
Depois de erradicar todos os seus competidores europeus; Coen e seus homens estacionaram homens e navios em pontos estratégicos para bloquear o acesso o conjunto de ilhas e arquipélagos. Os barcos sem autorização tinham suas cargas apreendidas na melhor da s hipóteses, e punição para quem enfrentava os holandeses era mais severa.
Em 1616, os holandeses se estabeleceram na América do Sul, nas Guianas. A companhia adquiria escravos da África Ocidental e os vendia aos colonos da América Espanhola, desafiando o monopólio de Madri. Mesmo com oitenta anos de hostilidade declarada, ainda tinham mercadores holandeses que comerciavam com espanhóis (aberta ou discretamente).
Com o tempo a economia da Holanda, embora razoavelmente estável, parou de crescer; uma tributação pesada levava os empresários e artesãos a buscar ambientes mais convenientes, os que podiam comprar terras, construíram propriedades suburbanas e rurais e viviam de investimentos, longe dos armazéns cheios de madeira e do arrenque salgado que haviam feito suas fortuanas.
Assim parecia que a idade de ouro da Republica Holandesa parecia estar chegando ao fim.
  

  


  

  


sábado, 15 de janeiro de 2011

O Japão e o Cristianismo (1542 - 1638)

      O Japão e o Cristianismo (1542 - 1638)
  O cristianismo católico chegou ao Japão através dos europeus; para a ordem estabelecida naquela época (1542), os missionários jesuítas eram potencialmente mais perigosos do que as armas ocidentais (arcabuz): um católico japonês tinha lealdades que transcendiam aquelas devidas ao país e ao imperador. De inicio os missionários fizeram poucas conversões.
No tempo de Nobunaga o cristianismo tornara-se quase moda entre os círculos da corte e, já na década de 1580, chegavam a 100 mil ou mais conversos, centrados na ilha de Kyushu, em especial em torno do porto de Nagasaki. Hideyoshi (autoridade da época) suspeitava deles como uma possível fonte de deslealdade e, em 1587, baixou um edito expulsando todos os missionários cristãos do Japão. Como os mercadores ainda eram bem vindos, os missionários podiam ser facilmente confundidos com eles; assim protegidos por subornos discretos e pela distância, os jesuítas continuaram a sua obra em Kyushu, enquanto Hiideyoshi se ocupava com outros assuntos.
Em 1618 começou a grande perseguição aos cristãos japoneses. Nos dezesseis anos seguintes, todas as igrejas foram destruídas e todos os padres encontrados, foram expulsos ou executados. Com eles, pereceu uma multidão de conversos. No começo, o objetivo era simplesmente suprimir a fé: centenas foram crucificadas, queimados em fogueiras, assados em grelha ou jogados nas fumarolas sulfúricas que abundavam no vulcânico Japão. Mais tarde os perseguidores decidiram fazer os cristãos negarem a sua fé: um dos métodos usados era enrolar a vitima em um saco, amarrá-la apertado para impedir a circulação e pendurá-la de cabeça para baixo sobre um buraco; só a mão esquerda ficava livre para fazer um sinal de abjuração; as mulheres cristãs eram forçadas a engatinhar nua pelas ruas, antes de serem pubicamente estrupadas e jogadas em buracos de cobras. Para escapar desse destino, muitas pessoas, inclusive padres jesuítas, abandonaram a sua fé. Outros conseguiram manterem-se cristãos às escondidas, apesar do fato que, se fosse descoberto, as cinco famílias mais próximas de ambos os lados de sua moradia também seriam executadas, a não ser que denunciassem os conversos as autoridades.
Em janeiro de 1638, cerca de vinte mil camponeses, armados com arcabuzes e liderados por uns poucos samurais cristãos, capturaram o castelo de Shimabara, no golfo de Nagasaki, e se reuniram ali com suas famílias. Com os exércitos do xogun atacando e um navio holandês (que veio em auxilio do governo) bombardeando, eles conseguiram resistir por quatro meses, enrijecidos pela adversidade. Quando as forças do xogun conseguiram romper as muralhas externas, logo penetraram no interior do castelo, e massacraram seus defensores, restando apenas 105 prisioneiros. A partir de então, com exceção dos holandeses, não houve mais cristãos conhecidos no Japão.



   

A Posse de Tokugawa

            A Posse de Tokugawa
A Introdução de Leyasu
  Em 1568, Oda Nobunaga aos 35 anos de idade, tornou-se forte o suficiente para entrar em Quioto e nomear seu candidato a xogun. Ele foi ajudado por dois lugares – tenentes: Kinoshita e Hideyoshi e Tokugawa Leyasu.
Nobunaga queria restaurar a paz e a unidade do país; e seu lema “governar o império pela força armada” (estampado em seus documentos oficiais) mostrava qual era o seu método utilizado para atingir esse objetivo. Em 1573, Nobunaga depôs seu candidato a xogun por suas relações serem difíceis, e passou a dar ordens sem assumir qualquer titulo oficial.
Nobunaga mantinha um ódio pelos monges guerreiros budistas em particular, queimando-lhes os templos, fundindo-lhes as estátuas para fazer armas e chacinando impiedosamente seus partidários.
Quando consegui ter sob controle toda a região central de Honshu e esmagar os monges, só faltava submeter o resto dos daimios; para conseguir isso, deixou os exércitos de Leyasu penetrarem no Kanto, enquanto a frente ocidental ficava nas mãos do general Hideyoshi. Enquanto seus subordinados estavam ocupados, Nobunaga foi ataca e assassinado em Quioto por um de seus daimios.
Hideyoshi responsável pela investigação, não perdeu tempo, em oito dias estava de volta a Quioto, onde matou os assassinos de Nobunaga e assumiu pessoalmente o controle da capital. Tokugawa Leyasu não teve escolha a não ser se submeter ao domínio de Hideyoshi.
Hideyoshi assumiu o título aristocrático de Kanpaku, ou regente imperial (um dos maiores cargos de cerimônia da corte do imperador), assim ele aumentou seu poderio até 1591, conquistando através de uma combinação de forças e persuasão, votos de lealdade de todos os daimios do país. Para garantir que Leyasu não tentasse nada, Hideyoshi dividiu as terras entre Kanto e a capital (pertencentes a Leyasu) entre seus partidários de confiança.
Em 1588 Hideyoshi mandou confiscar todas as armas dos camponeses e dos monges guerreiros (que tinham sobrevivido aos massacres de Nobunaga), para que não houvesse protestos armados; assim esse episódio ficou conhecido como a caça as espadas, onde só os samurais podiam usar armas.
Mantendo guerra contra Coréia e a China, Hideyoshi ao saber que estava morrendo, nomeou Leyasu para ser o guardião de seu filho Hideyori, com um conselho de anciãos para governar até que o menino tivesse idade para assumir o poder.
 Leyasu no poder
 Hideyoshi morreu em 1598, o conselho de anciãos retirou suas tropas da Coréia e fez as pazes com a China; para que pudessem ter todas as forças para a luta pelo poder que inevitavelmente ocorreria. Como Leyasu evitava mandar seus homens para Coréia, ele tinha tropas; além de campos de arroz, pois o Kanto fizera dele o senhor mais rico do Japão. Dispondo de tanta força logo começou a receber apoio de outros daimios; um dos vassalos fiel de Hideyoshi, Ishida Mitsunari organizou uma colisão contra Leyasu. Com a morte de Mitsunari na batalha de Sekigahara; Leyasu entrou em Osaca dez dias depois como senhor militar do país e logo tratou de consolidar a sua posição: 878 famílias de daimios perderam seus status, suas terras foram absorvidas por Leyasu e depois redistribuídas entre seus partidários.
Em 1603, persuadindo o imperador conseguiu tornar-se xogun, e o imperador permitiu que os daimios remanescentes em seu castelo de Edo, se submetessem a Leyasu, que exigiu também que fornecem homens e materiais para a construção de uma nova sede do governo em Edo. Com os daimios devidamente submetidos, a única ameaça remanescente à segurança de Leyasu era Hideyori, ainda abrigado no castelo de seu pai, em Osaca. Mais durante anos não houve nenhum ato hostil de ambas as partes. Até Leyasu acusar um dos sinos de um templo recentemente reconstruído, por apresentar uma inscrição em chinês que o xogun acusou falsamente de ser um insulto a casa de Tokugawa. Com a recusa de rendição de Hideyori; Leyasu mandou 150 mil guerreiros contra o castelo de Osaca.
Mas pelo castelo ter sido bem construído, e por velhos inimigos de Leyasu estarem mais do que dispostos a lutar pelo jovem príncipe, o exercito de xogun perdeu muitos homens e não conseguiu nada. Assim Leyasu ofereceu termos de paz. Leyasu ofereceu operários para aterrarem o fosso do castelo de Osaca, para chegar ao fosso acabaram demolindo ameias externas. Mais e mais operários chegaram, por algum erro, partes do fosso interno também foram aterradas; e os parapeitos internos também foram derrubados. Os trabalhadores admitiram poder ter havido algum engano, mas argumentaram que muralhas e fossos tinham pouca utilidade em tempos de paz, e partiram com desculpas. Logo depois Leyasu voltou com seu exercito; Hideyori defendeu as ruínas de seu castelo de maio a junho, antes de se suicidar.
Leyasu destruiu toda a família Hideyori, exceto duas crianças pequenas; a progênie dos comandantes de Osaca fio executada e os defensores do castelo sobreviventes foram perseguidos e mortos.
Depois Leyasu criou termos de paz, reunindas em um documento etreza cláusulas, confirmando ele como senhor indiscutível do Japão. No ano seguinte ele morreu. Mais o legado de paz social manteria a dinastia Tokugawa no poder por mais de 250 anos.
   
   

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A História do Wing Chun

A História do Wing Chun
  A origem: Yim Wing Chun
  Segundo se conta, Yim Yee era um dos 15 discípulos que conseguiram sobreviver à     destruição do templo shaolin; indo parar no sopé da montanha Tai Leung, onde dedicou - se ao comércio de vagens.
 Ele tinha uma filha chamada Yin Wing Chun; na região para onde ele e a filha fugiram, havia um marginal chamado Wong que era famoso tanto por sua habilidade em lutar quanto por seu mau procedimento. Atraído pela beleza de Yim Wing Chun, ele mandou-lhe um ultimato dizendo “case-se comigo ou lhe tomo a força”. Yin Yee já estava velho e não tinha mais condições físicas de enfrentar o valentão.
 Certo dia Ng' Mui (monja, estava entre os 5 mestres que conseguiram sobreviver à destruição do templo shaolin) comprando vagens de Yin Yee, percebeu uma certa apreensão nos olhos do velho e, interrogando-o, ficou sabendo do que se passava.
Ng' Mui não podia ela mesma expulsar o valentão, porque seria reconhecida e teria problemas com os Manchus; ela preferiu ajudar ensinando sua arte à filha de Yin Yee.
Yin Wing Chun estudou três anos sob a tutela de Ng' Mui, após o treino ela conseguiu derrotar e expulsar o valentão da região.
 Mais tarde, ela casou-se com Leung Bok Chau.Ele tinha o costume de praticar exercícios de kung fu (wushu na China), Yim Wing Chun o via treinando e lhe fazia sugestões sobre certas técnicas, discutindo com ele teoria das artes marciais. No começo ele prestou pouca atenção a essas sugestões, pois se considerava um lutador razoável e não vi como uma mulher frágil como ela saberia algo que ele já não soubesse. Mas conforme o tempo ele percebeu certas pertinências nas observações dela e incentivou-a lutar. Leung Bok Chau foi repelido com certa facilidade, mesmo usando sua melhor técnica; repetiu a experiência diversas vezes e todas acabaram da mesma forma.
Leung Bok Chau percebeu que sua esposa não era tão frágil como as outras mulheres; ao contrário, era uma poderosa lutadora com grande habilidade numa arte marcial estranha e até feia, mas de extrema eficiência em luta. Daí começou a pratica - lá e denominou – a como “Wing Chun Chuan “ (a arte dos punhos e Wing Chun ) em homenagem a sua esposa.
De lutador para lutador
Muitos anos depois Leung Bok Chau ensinou a Leung Lan Kwai, um médico herbalista, que o preservou secretamente decidido a não tornar público o estilo Wing Chun.
Leung Lan Kwai, ao se tornar idoso, resolveu ensinar o seu estilo a mais alguém para que não perecesse com ele. Conheceu Wong Wah’Bo um ator de ópera chinesa, as equipes de ópera chinesas viajavam em juncos vermelhos por toda a china. Numa de suas viagens Wong Wah’Bo conheceu Leung Lee Tei, um bastoneiro (quem empurrava o barco com o bastão na parte rasa do rio) que dominava a técnica do bastão longo,que aprendeu com seu mestre Cheen Sin. Wong Wah’Bo e Leung Lee Tei acabaram se tornando amigos e um ensinou ao outro a sua técnica, assim a estilo Wing Chun passa a ter a técnica do bastão longo.
Já em idade avançada Leung Lee Tei ensinou o Wing Chun para Leung Jan, um médico famoso. Sua habilidade no domínio das técnicas de Wing Chun, lhe - valeram o apelido de “o rei do kung fu de Wing Chun”, o que atraiu muitos lutadores querendo a sua fama, mas foram facilmente derrotados. Mais tarde ele adotou alguns discípulos, entre eles seus dois filhos Leung Tsun e Leung Bik. Quando já idoso afastou – se de suas atividades profissionais e passou a ensiná – los todos os dias.
 Chan Wah Shun um trocador de dinheiro, conhecido como Wah “o trocador de dinheiro”, sempre quis ser um hábil lutador de kung fu. Sabendo da fama do médico, todos os dias nas horas mais calmas, Wah espiava por cima da cerca as aulas do médico, até que juntou toda a sua coragem e pediu ao mestre para ser admitido como aluno, mas foi gentilmente recusado.
Não querendo desistir Wah “o trocador de dinheiro” tentou outra alternativa; nas vezes em que observava as aulas do médico Wah tinha visto entre os alunos um conhecido seu, um homem de grande porte com os braços tão fortes que algumas vezes chegou a quebrar os braços de uma Moodjong(boneco de madeira usado para os treinos de Wing Chun) durante os treinos e com isso tinha ganhado o apelido de “Wah – o homem de madeira”.
Wah “o trocador de dinheiro” fez de tudo para ficar amigo de Wah “o homem de madeira”, e com ele aprendeu inúmeras técnicas de Wing Chun. Os meses foram se passando e, certa ocasião, Leung Jan foi viajar, Wah “o homem de madeira” resolveu levar seu amigo para assistir o treino na farmácia. Leung Tsun estava por lá e Wah lhe contou que seu amigo “o trocador de dinheiro” tinha adquirido grandes habilidades em Wing Chun apenas observando os treinos pelas frestas da cerca.
Leung Tsun resolveu então testar o resultado do aprendizado ilícito de Wah “o torcador de dinheiro”, travando com ele uma luta real. Wah por estar acostumado a treinar com seu amigo “o homem de madeira”,um parceiro muito forte, deu um golpe tão forte em Leung Tsun que o arremessou contra a cadeira de seu pai quebrando-a. Por ser a favorita de Leung Jan eles trataram logo de conserta-lá.
Naquela noite quando Leung Jan voltou de sua viagem foi sentar em sua cadeira favorita, que tombou para o lado, seu filho contou-lhe o que aconteceu, e Leung Jan perguntou a Wah “o homem de madeira” sobre seu amigo, e pediu para traze-ló; Leung Jan queria saber o quanto tinha aprendido do estilo e o quão talentoso ele era.
Dessa vez Leung Jan aceitou Wah “o trocador de dinheiro” como discípulo; por sua persistência e determinação teve um progresso rápido, conseguiu se tornar instrutor chefe de uma brigada especial de exército denominada “Soldados dos Oito Estandartes”.
Wah ensinou Wing Chun por trinta e seis anos e teve dezesseis discípulos, entre eles seu filho e sua nora. Quando Wah estava com de setenta anos de idade, foi convidado a ensinar no templo ancestral da família Yip, tendo ensinado lá até sua morte.
Yip Man
Mestre Wah costumava cobrar muito caro por suas aulas, trẽs moedas de prata por mês, o que limitava muito o número de seus alunos.
Certo dia ficou surpreso ao encontrar à sua espera um menino de treze anos, o pequeno Yip Man, filho do proprietário do templo onde Wah dava aulas, no começo não o levou muito à serio pois acreditava que filho de um grã-fino seria delicado demais para aprender uma arte viril como o Wing Chun. Mas logo mudou de opinião ao ver a garra com que Yip Man se atirou aos treinos.
Yip Man treionu até os dezesseis anos, foi quando seu mestre Wah “o trocador de dinheiro”faleceu. Nesse mesmo ano Yip foi estudar no colégio Santo Estefano em Hong Kong, que adotava métodos de ensino ingleses.
Nessas escolas eram muito comuns brigas entre estudantes chineses contra ingleses, e Yip com seu Wing Chun logo se tornou popular. Seu sucesso nas brigas era fenomenal, isso lhe subiu a cabeça e se tornou arrogante e orgulhoso.
Certo dia, um colega lhe perguntou se ele enfrentaria um lutador com cinquenta anos de idade que trabalhava em uma tecelagem de seda. Yip que nunca tinha perdido uma briga aceitou a proposta.
No dia combinado Yip foi até seu adversário, cumprimentou-o e disse queria lutar. O homem disse chamar se Leung e fazia perguntas sobre o estilo e treinamento que fizera. Yip estava tão ansioso em lutar que não percebeu que as perguntas feitas eram tão pertinentes ao seu estilo que ninguém que não o tivesse praticado teria condições de faze-lá; fora os outros quinze discípulos do mestre Wah quem mais poderia conhece-ló?
Logo quando a luta começou Yip lançou ataques ferozes, que eram defendidos com facilidade e destreza. Foi arremessado ao chão não uma mais diversas vezes. Só mais tarde foi saber que esse homem era Leung Bik, o filho mais novo de Leung Jan.
Dentro do sistema hierárquico do kung fu chinês, Leung Bik era o Si Sok (tio) de Yip Man, e ele tinha se atrevido a enfrenta-lo ! Isso era uma grande deshonra para um lutador de kung fu.
Yip Man desculpou-se, envergonhado, e pediu humildemente que Leung Bik o aceitasse como discípulo.
Leung Bik o aceitou e lhe ensinou o Bil Jee(o terceiro movimento do Wing Chun que seu pai havia guardado apenas para seus filhos), para que não perecesse com ele. Yip treinou com ele por dois anos e meio.
muito depois entre 1937 e 1941 serviu ao exército para tentar repelir a invasão japonesa. Com a vitória dos japoneses Yip retornou a Fastshan. Depois envolveu-se numa guerra civil fatricida. O governo nacionalista o recrutou para o posto de capitão das patrulhas policiais do condado de Namboi. Em 1949, os comunistas venceram e Yip teve que fugir para Hong Kong.
Com cinquenta e um anos de idade, Yip Man conseguiu um cargo de instrutor de kung fu da “Associação dos trabalhadores de restaurantes de Hong Kong” com a ajuda de seu amigo Lee man que era empregado de lá. Após dois anos como instrutor da associação, decidiu abrir sua própria escola.
Em 1954 sua academia começou a prosperar. A grande eficiência do estilo Wing Chun, e a rapidez com que consegui habilitar seu alunos a se sairem bem nas brigas de rua, era a razão do sucesso.
Em 1967 foi fundada a “Associação Atlética de Wing Chun de Hong Kong”, e a partir de 1969 Yip Man decidiu abrir suas portas franqueando seu curso a preços mais módicos, ao alcance do grande público.
Nota: Wing Chun foi a primeira arte pratica pelo Bruce Lee, ele foi discípulo de Yip Man, e com os ensinamentos de seu mestre ele teve a base para criar o Jeet Kune Do.