sábado, 11 de outubro de 2014

Conceito de personalidade

Conceito de personalidade
Em 1930, Allport e Vernon analisaram diferentes definições de personalidade. Estas são englobadas em cinco categorias:
1.     Definições Somativas: constituem a expressão de uma concepção atomística da psicologia, e consideram a personalidade como a soma de certo numero de elementos unitários.
2.     Definições Integrativas: acentuam a noção de organização dos fatores constitutivos.
3.     Definições Hierárquicas: aproxima-se das precedentes, mas ao acentuar a noção de organização dos fatores constitutivos, insistem na noção de uma organização vertical e hierárquica, mais do que na organização horizontal.
4.     Definições que acentuam a adaptação: decorreram de um modo geral do comportamentismo.
Para Watson e Bowden a personalidade é formada pelas tendências controladoras, definitivamente fixadas, de adaptação do individuo ao seu ambiente.
5.     Definições que acentuam o caráter único de cada individuo: estas definições constituem uma reação contra a tendência sociológica, que procura identificar personalidade e cultura.


Personalidade do Marginal

Personalidade do Marginal
O conceito de marginalidade
Quando um sujeito se situa na divisa de duas raças, na margem de duas culturas, sem pertencer a nenhuma delas, ele passar a ser um “marginal”. Isto acontece quando um sujeito que através de migração, educação, casamento ou outras influências; deixa um grupo social ou cultural, sem realizar um ajustamento satisfatório a outro.
Um sujeito que esta na situação de marginal defronta-se com um problema, deve escolher entre padrões incompatíveis uma solução conveniente; por causa da escolha, as situações que devem enfrentar são situações problemáticas; e em consequência sua conduta revela serias alternativas: ora aceita, ora repele um determinado padrão de comportamento ou valor qualquer. Emoções e sentimentos se combatem, conhecimentos e valores adquiridos anteriormente, entram em conflito com novos sentimentos e valores. O próprio sujeito avalia-se sob dois pontos de vista diferentes, e sofre as consequências do embate da lealdade que devota ou julga devotar relativamente a cada grupo em presença.
Durante a crise da marginalidade, o sujeito torna-se demasiadamente autoconsciente e supersensível; e apresenta certos sintomas: ambivalência de atitudes, sentimentos de inferioridade, recalcamentos, psicoses, certas compensações, suicídio, crime, etc. Esses sintomas manifestam-se com maior ou menor intensidade em sua duração.
Essa crise só acaba, quando o sujeito consegue ajustar-se, de maneira completa e definitiva a um dos grupos.

  

domingo, 5 de outubro de 2014

Papel e Personalidade

Papel e personalidade
O papel é considerado como intermediário entre as exigências sociais e comportamento individual.
Segundo Parsons: os papeis são do ponto de vista do funcionamento social, os mecanismos primários, através dos quais se preenchem as condições funcionais do sistema. O conceito de papel também pode ser usado num sentido explicativo, quando define as expectativas das pessoas em geral, a respeito do comportamento adequado, para indivíduos que ocupam uma determinada posição.

O comportamento adequado ao papel é despertado através de um sistema de sanções positivas e negativas (assim como recompensas e punições); mais também pode ser provocado pelo desenvolvimento de motivações que garantam comportamento adequado, sem aplicações de sanções externas.

A Personalidade no funcionamento social

A Personalidade no funcionamento social
Através da garantia do comportamento apropriado, e da redução do comportamento divergente e perturbador; parecia possível distinguir três maneiras pelas quais se pensava que a personalidade funcionasse nos sistemas sociais, ou nestes influísse:
·        Como um determinante de instituições sociais
·        Como elo integrador das instituições sociais
·        Como um apoio das instituições sociais
Personalidade como um elo determinante de instituições sociais
Para Roheim que apresentou uma rica documentação para a crença de que mitologia e os rituais religiosos receberam sua forma e conteúdo de variantes, da neurose infantil que liga ao complexo de Édipo.
Para Kardiner as instituições secundárias de uma cultura são determinadas por constelações básicas de personalidade.
A diferença entre os dois é que para Roheim, o complexo de Édipo, atuava universalmente nos processos de personalidade; já para Kardiner a ideia desses processos varia de um grupo para o outro.
Personalidade como um fator na integração de instituições sociais
Segundo a teoria de Abram Kardiner, alguns aspectos de uma cultura, que é determinada “instituições primárias”, exercem um papel decisivo na formação das características da personalidade dos membros do grupo.
Ex: se todas as crianças de um grupo sentem a influência das instituições primarias, os padrões adultos resultantes serão comuns a todos.
Essas características comuns de personalidade, conhecidas como estrutura da personalidade básica, exercem uma influencia decisiva em alguns outros aspectos da cultura, ou seja, nas instituições secundarias.
A estrutura da personalidade básica serve como um elo entre diferentes instituições sociais, e é considerada uma das principais bases de integração da cultura.
Personalidade como um apoio das instituições sociais
Os sistemas sócios - cultural só existem concretamente nos indivíduos, por isso sua preservação depende do apoio e da submissão destes; pois os indivíduos portadores de uma cultura devem agir voluntariamente para com ela. O desenvolvimento nos membros do grupo que assegurem essa vontade de participar pode ser considerado como principal tarefa das instituições da socialização.
   









sábado, 2 de agosto de 2014

Doninha

                    Doninha

 Apesar do tamanho (de 20 a 45 centímetros, dependendo a região), a doninha é um animal feroz, tanto na caçada (pois quando crava seus dentes na presa não larga até que esta esteja morta), quanto na defesa contra seus predadores. Por ser hábil na corrida, na escalada de arvores e na natação, a doninha pode caçar em vários lugares; e ter um numero significativo de presas, como: aves, peixes, rãs, cobras, lagartos e roedores.
Na perseguição, quando está no máximo de sua velocidade,  caso apareça uma vala ou um riacho no caminho, basta flexionar os músculos elásticos de seu corpo, para dar um salto que chega a medir oito vezes os seu comprimento.
A doninha caça sozinha ou em casal; como muitos predadores, ela guarda em tocas as presas caçadas, para comer depois, quando a caça rareia; ela as empilha colocando areia no meio delas. Quando uma doninha morre, as outras se reúnem e removem o cadáver para um lugar distante.



Carriça

                      Carriça

Quando chega a estação do acasalamento, para atrair a atenção da fêmea o macho exibi, voos acrobático com vigor, as cores de sua plumagem, gorjeios harmoniosos; e ainda oferece comida a ela. Depois vem a construção do ninho, num formato esférico, com abertura lateral; trabalho que leva uns quinze dias. Mas quase nunca a fêmea aceita o primeiro ninho, é ai que vem a construção do segundo e até do terceiro ninho, até que a fêmea aceite o ninho, para por de cinco a oito ovos; e os outros ninhos servem para refugio de emergência.
Durante o período de incubação, só a fêmea permanece no ninho, e neste período eles ficam mais agressivos em defesa do seu território, podendo atacar outros pássaros com o dobro do seu tamanho. Apesar a diferença de idade entre os filhotes, todos eles são criados juntos pelo casal; como as carriças não migram, alguns filhotes ficam junto com os pais mesmo depois de adultos.
A carriça adulta mede dez centímetros de comprimento, incluindo a cauda de 3,5 centimetros.




Vespa das Galhas

              Vespa das Galhas

Após acasalarem-se com os machos, as fêmeas da vespa das galhas põem seus ovos na raiz do carvalho; desses ovos nascerão vespas de três a sete milímetros, apenas fêmeas e sem asas (elas nascem no inverno). Após nascer, a fêmea logo em seguida, sobe pelo tronco do carvalho até os galhos, a procura de um broto bem novo (ainda está crescendo), lá ela colocara uma dúzia de ovos envolvidos por um liquido, e depois morrerá.
Cada larva vai produzindo mais substancia do liquido que envolve os ovos; a planta por sua vez forma novas galhas, junto das folhas que vão nascer do broto (onde a fêmea pôs os ovos), e dentro de cada galha forma-se um nicho, que acomoda uma larva. No verão, nascem as vespas, desta vez machos e fêmeas, e com asas, de dois a três centímetros; para recomeçar o ciclo, os machos acasalam-se com as fêmeas, e estas colocam ovos na raiz do carvalho.
Nota: o liquido que envolve os ovos, é que da inicio a doença da arvore, pois nele há uma substancia irradiante; a defesa da planta é tentar isolar esta substância numa excrescência, espécie de quisto (galha). Dentro de cada galha ficam as larvas, que vão sugando amido e outras substâncias nutritivas da arvore.