domingo, 5 de outubro de 2014

A Personalidade no funcionamento social

A Personalidade no funcionamento social
Através da garantia do comportamento apropriado, e da redução do comportamento divergente e perturbador; parecia possível distinguir três maneiras pelas quais se pensava que a personalidade funcionasse nos sistemas sociais, ou nestes influísse:
·        Como um determinante de instituições sociais
·        Como elo integrador das instituições sociais
·        Como um apoio das instituições sociais
Personalidade como um elo determinante de instituições sociais
Para Roheim que apresentou uma rica documentação para a crença de que mitologia e os rituais religiosos receberam sua forma e conteúdo de variantes, da neurose infantil que liga ao complexo de Édipo.
Para Kardiner as instituições secundárias de uma cultura são determinadas por constelações básicas de personalidade.
A diferença entre os dois é que para Roheim, o complexo de Édipo, atuava universalmente nos processos de personalidade; já para Kardiner a ideia desses processos varia de um grupo para o outro.
Personalidade como um fator na integração de instituições sociais
Segundo a teoria de Abram Kardiner, alguns aspectos de uma cultura, que é determinada “instituições primárias”, exercem um papel decisivo na formação das características da personalidade dos membros do grupo.
Ex: se todas as crianças de um grupo sentem a influência das instituições primarias, os padrões adultos resultantes serão comuns a todos.
Essas características comuns de personalidade, conhecidas como estrutura da personalidade básica, exercem uma influencia decisiva em alguns outros aspectos da cultura, ou seja, nas instituições secundarias.
A estrutura da personalidade básica serve como um elo entre diferentes instituições sociais, e é considerada uma das principais bases de integração da cultura.
Personalidade como um apoio das instituições sociais
Os sistemas sócios - cultural só existem concretamente nos indivíduos, por isso sua preservação depende do apoio e da submissão destes; pois os indivíduos portadores de uma cultura devem agir voluntariamente para com ela. O desenvolvimento nos membros do grupo que assegurem essa vontade de participar pode ser considerado como principal tarefa das instituições da socialização.
   









sábado, 2 de agosto de 2014

Doninha

                    Doninha

 Apesar do tamanho (de 20 a 45 centímetros, dependendo a região), a doninha é um animal feroz, tanto na caçada (pois quando crava seus dentes na presa não larga até que esta esteja morta), quanto na defesa contra seus predadores. Por ser hábil na corrida, na escalada de arvores e na natação, a doninha pode caçar em vários lugares; e ter um numero significativo de presas, como: aves, peixes, rãs, cobras, lagartos e roedores.
Na perseguição, quando está no máximo de sua velocidade,  caso apareça uma vala ou um riacho no caminho, basta flexionar os músculos elásticos de seu corpo, para dar um salto que chega a medir oito vezes os seu comprimento.
A doninha caça sozinha ou em casal; como muitos predadores, ela guarda em tocas as presas caçadas, para comer depois, quando a caça rareia; ela as empilha colocando areia no meio delas. Quando uma doninha morre, as outras se reúnem e removem o cadáver para um lugar distante.



Carriça

                      Carriça

Quando chega a estação do acasalamento, para atrair a atenção da fêmea o macho exibi, voos acrobático com vigor, as cores de sua plumagem, gorjeios harmoniosos; e ainda oferece comida a ela. Depois vem a construção do ninho, num formato esférico, com abertura lateral; trabalho que leva uns quinze dias. Mas quase nunca a fêmea aceita o primeiro ninho, é ai que vem a construção do segundo e até do terceiro ninho, até que a fêmea aceite o ninho, para por de cinco a oito ovos; e os outros ninhos servem para refugio de emergência.
Durante o período de incubação, só a fêmea permanece no ninho, e neste período eles ficam mais agressivos em defesa do seu território, podendo atacar outros pássaros com o dobro do seu tamanho. Apesar a diferença de idade entre os filhotes, todos eles são criados juntos pelo casal; como as carriças não migram, alguns filhotes ficam junto com os pais mesmo depois de adultos.
A carriça adulta mede dez centímetros de comprimento, incluindo a cauda de 3,5 centimetros.




Vespa das Galhas

              Vespa das Galhas

Após acasalarem-se com os machos, as fêmeas da vespa das galhas põem seus ovos na raiz do carvalho; desses ovos nascerão vespas de três a sete milímetros, apenas fêmeas e sem asas (elas nascem no inverno). Após nascer, a fêmea logo em seguida, sobe pelo tronco do carvalho até os galhos, a procura de um broto bem novo (ainda está crescendo), lá ela colocara uma dúzia de ovos envolvidos por um liquido, e depois morrerá.
Cada larva vai produzindo mais substancia do liquido que envolve os ovos; a planta por sua vez forma novas galhas, junto das folhas que vão nascer do broto (onde a fêmea pôs os ovos), e dentro de cada galha forma-se um nicho, que acomoda uma larva. No verão, nascem as vespas, desta vez machos e fêmeas, e com asas, de dois a três centímetros; para recomeçar o ciclo, os machos acasalam-se com as fêmeas, e estas colocam ovos na raiz do carvalho.
Nota: o liquido que envolve os ovos, é que da inicio a doença da arvore, pois nele há uma substancia irradiante; a defesa da planta é tentar isolar esta substância numa excrescência, espécie de quisto (galha). Dentro de cada galha ficam as larvas, que vão sugando amido e outras substâncias nutritivas da arvore.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Cuco

                       Cuco

No fim do outono, o cuco migra pra África para passar o inverno lá (pois lá é mais quente) e volta na Europa na primavera; animal de hábitos solitários e individuais, mesmo que volte reunido em um bando pequeno, o voo deles não possuirá coordenação e nem liderança. Ao chegar cada macho retorna para seu território antigo; só as fêmeas é que não respeitam território, voam para onde querem.
Durante o acasalamento, os cucos não formam casais, cada macho acasala-se com varias fêmeas que pousam em seu território, e cada fêmea acasala-se com vários machos. A fêmea põe de 20 a 25 ovos, como ela não constrói ninho, ela distribui seus ovos em ninhos de outras aves, que estas possam chocar os ovos (e cuidar dos filhotes quando nascem) para ela; ela faz isso quando a fêmea de outra espécie sai pra comer ou beber, aí põe seu ovo, e leva um dos que já estavam lá, para que a dona do ninho não perceba a diferença; na hora de escolher o ninho, a fêmea prefere espécies insetívoras, para que o filhote seja alimentado com insetos. A incubação do ovo do cuco leva de doze a treze dias, no máximo; caso o filhote cuco nasça antes dos outros, ele empurrara os ovos que encontrar para fora do ninho; caso nasça depois, lutara com os outros filhotes e os jogara para fora do ninho, mandando-os para morte.
O cuco tem trinta centímetros de comprimento, pesa 150 gr, e tem sessenta centímetros de envergadura (medida das asas abertas); e ainda pode comer mais de mil insetos num único dia, mas sempre nas arvores ou no ar, quase nunca no chão para não ficar exposto aos perigos.

     

Esquilo

                      Esquilo

O esquilo é um animal de hábitos de diurnos, que passa a maior parte do tempo no alto das arvores, ele firma-se lá com suas unhas pontudas e usa sua cauda para equilibrar-se; cauda também serve como proteção nos temporais e nas lutas, e até como paraquedas. Quando encontra algum predador que também costuma ficar em cima das arvores (como a marta), ele vai para os galhos mais finos e salta para  arvore mais próxima, com seu salto ele consegue transpor uma distância de até cinco metros de distancia, e o predador não conseguirá chegar aos galhos mais finos, e terá que desistir da caçada.
Cada casal possui um ninho individual, onde passa a noite dormindo, uma câmara para os filhotes, outra para armazenar alimento e mais uma para o refugio, que geralmente é usada, quando aparece algum perigo próximo ao ninho, a fêmea transportara cada filhote (dentro da boca) para o refugio. A fêmea tem de três a sete filhotes por vez.
Para se preparar para o inverno, os esquilos armazenam nozes, pinhões, bolotas de carvalho e outros alimentos, para isso eles descem pelos troncos na posição vertical de cabeça para baixo, fazendo isso durante dias e dias. Depois da hibernação, eles fazem uma pequena migração (pois não chegam a percorrer grande distância) em grandes bando, caso haja um rio no caminho, ele o atravessam a nado.


Cruza Bico

                  Cruza Bico

A razão do cruza bico ter os bicos cruzados, é porque eles funcionam como tesoura para cortar os talos de frutas, incluindo as pinhas, a tarefa de cortar pinhas é exclusiva do macho, a fêmea apenas observa, para cortá-las o macho pendura-se de ponta cabeça no galho onde está a pinha, e vai retorcendo o talo até rompê-lo, esse trabalho requer um enorme esforço muscular, ao conseguir soltar a pinha do galho, ele transporta-a com o bico para algum lugar seguro, para comê-la, caso caia no chão, ele desce para comê-la, mas rapidamente, pois no chão ele fica exposto aos predadores; por isso ele fica a maior parte do tempo em cima das arvores.
A fêmea constrói seu ninho a uns oito metros de altura, onde colocara de três a quatro ovos, que nasceram após duas semanas de incubação, durante este período a fêmea só sai do ninho apenas para beber agua, e volta rapidamente, e o macho lhe traz comida, ao nascerem os filhotes eles tem o bico reto, largo e bem articulado (como os outros passarinhos), só depois de umas duas ou três semanas é que seu bico vai se cruzando; com uns vinte dias de idade os filhotes já aprenderam a voar, mais ainda pedem comida aos pais.